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Não se faz guerra em nome de Deus, diz papa

O papa Francisco voltou a pedir o fim da violência e das perseguições contra cristãos no Iraque

Papa Francisco: "não se leva o ódio em nome de Deus, não se faz a guerra em nome de Deus" (Stefano Rellandini/Reuters)

Papa Francisco: "não se leva o ódio em nome de Deus, não se faz a guerra em nome de Deus" (Stefano Rellandini/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 11 de agosto de 2014 às 10h20.

Cidade do Vaticano - Após a celebração do Angelus deste domingo (10) na praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco voltou a pedir o fim da violência e das perseguições contra cristãos no Iraque por parte do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

"Não se leva o ódio em nome de Deus, não se faz a guerra em nome de Deus", exclamou o pontífice, acrescentando que milhares de pessoas, incluindo católicos, estão sendo expulsas de suas casas no país.

Segundo Jorge Bergoglio, as notícias que chegam de lá causam incredulidade e consternação.

"Milhares de pessoas desalojadas de maneira brutal, crianças mortas de sede e fome durante a fuga, mulheres sequestradas, pessoas massacradas, violências de todos os tipos, destruição de casas, de patrimônios religiosos. Tudo isso ofende gravemente Deus e a humanidade", afirmou.

O papa ainda disse esperar que uma eficaz solução política possa interromper os confrontos no Iraque.

Francisco também aproveitou a ocasião para pedir orações pelas vítimas do vírus ebola e pelos que lutam para combatê-lo, e para lembrar o conflito na Faixa de Gaza.

"Após uma trégua, voltou a guerra, que só faz piorar o conflito entre israelenses e palestinos. Os convido a rezarmos juntos pela paz", declarou o pontífice.

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