Não há espaço para complacência para varíola dos macacos, afirma OMS

A entidade pede que os governos e a sociedade civil ampliem esforços no futuro próximo para impedir a maior disseminação da doença
Varíola de macaco: OMS diz que "não há espaço para complacência" (AFP/AFP)
Varíola de macaco: OMS diz que "não há espaço para complacência" (AFP/AFP)
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Estadão ConteúdoPublicado em 01/07/2022 às 13:33.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que "não há espaço para complacência" ao lidar com a varíola dos macacos e informa em comunicado que os casos da doença triplicaram na Europa nas duas últimas semanas.

A entidade pede que os governos e a sociedade civil ampliem esforços no futuro próximo para impedir a maior disseminação da doença.

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A nota é assinada pelo diretor regional para Europa da OMS, Hans Henri Kluge. Ele diz que a região da Europa segue como o epicentro desse surto atual. A autoridade lembra que o Comitê de Emergência da OMS deve reavaliar o quadro da doença em breve e aponta que, enquanto isso, a OMS continua a avaliar o risco da varíola dos maçados na região europeia como "elevado", com desafios "continuados" na resposta ao problema e novos casos sendo reportados entre mulheres e crianças.

A região europeia representa quase 90% dos casos confirmados em laboratório globalmente desde meados de maio. Desde 15 de junho, seis novos países registraram casos, elevando o total deles para 31. Os novos casos triplicaram no mesmo período, a mais de 4.500 confirmados em laboratório.

A maioria dos casos até agora é de pessoas entre 21 e 40 anos, sendo 99% de homens. A maioria daqueles sobre os quais há informações disponíveis fez sexo com outros homens, mas há também casos a partir de contatos heterossexuais, com membros de uma mesma casa e também a partir de contatos não sexuais, bem como entre crianças, aponta a OMS.

Onde a informação está disponível, quase 10% dos pacientes foram hospitalizados para tratamento ou para isolamento, e um deles deu entrada numa UTI, mas sem mortes registrada até agora nesse surto. A grande maioria dos casos apresenta irritação na pele, com cerca de três quartos tendo sintoma como febre, cansaço, dor muscular, vômito, diarreia, calafrios, dor de garganta e de cabeça.

(Estadão Conteúdo)

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