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Mineradora Escondida está disposta a mediação para evitar greve no Chile

Afiliados ao maior sindicato, que agrupa cerca de 2.500 operário, rejeitaram na quarta-feira a última oferta salarial da empresa e aprovaram fazer a greve

Escondida: trabalhadores deram à empresa até a próxima segunda o prazo máximo para melhorar oferta (Jorge Muñoz/AFP)

Escondida: trabalhadores deram à empresa até a próxima segunda o prazo máximo para melhorar oferta (Jorge Muñoz/AFP)

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AFP

Publicado em 3 de agosto de 2018 às 20h27.

A mineradora Escondida está disposta a usar a mediação para evitar uma greve, já aprovada pelos trabalhadores da jazida de cobre mais produtiva do mundo.

"Estamos disponíveis para continuar buscando espaços de diálogo. Por isso, manifestamos ao Intendente (da região de Antofagasta, Marco Antonio Díaz) nossa disposição de poder fazer uso do espaço da mediação", disse nesta sexta-feira o porta-voz da companhia mineradora operada pela gigante BHP, Patricio Vilaplana.

"Agora, esperamos saber se o Sindicato N°1 está disposto para dialogar sem condições e aceita essa chamado que a autoridade regional fez", acrescentou Vilaplana, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Mineradora Escondida.

Os afiliados ao maior sindicato de Escondida - que agrupa cerca de 2.500 operários - rejeitaram na quarta-feira a última oferta salarial da empresa e aprovaram fazer a greve, em meio à negociação coletiva.

Após essa rejeição, qualquer uma das partes pode pedir a mediação da Direção do Trabalho - o que pode levar até dez dias.

Mas os trabalhadores confirmaram que não iriam a esta instância e deram à empresa até a próxima segunda-feira o prazo máximo para melhorar sua oferta.

Caso contrário, a partir da próxima terça-feira, poderia ter início a segunda greve em pouco mais de um ano nesta mina localizada a cerca de 170 km a sudeste de Antofagasta, no deserto do Atacama (norte do Chile), a 3.100 metros de altitude.

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