Mundo

Medidas sobre etanol não causarão problema de abastecimento

A presidente Dilma Rousseff disse que as novas medidas tem o objetivo de “reforçar” este segmento da economia

A presidente Dilma Rousseff: a presidente disse que o aumento para 25% da quantidade de etanol misturada à gasolina, a partir do dia 1º de maio, é reconhecimento de que a produção foi maior.. (Wilson Dias/ABr)

A presidente Dilma Rousseff: a presidente disse que o aumento para 25% da quantidade de etanol misturada à gasolina, a partir do dia 1º de maio, é reconhecimento de que a produção foi maior.. (Wilson Dias/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 23 de abril de 2013 às 14h56.

Brasília - A presidente Dilma Rousseff disse hoje (23) que as medidas anunciadas para o setor de etanol tem o objetivo de “reforçar” este segmento da economia. “Este é um setor que veio para ficar, e nós temos que, volta e meia, ver o que pode ser feito para dar suporte aos nossos produtores”, disse. Em relação à diminuição do preço do combustível, ela disse que dependerá de como o mercado estiver.

A presidente ressaltou que a produção brasileira de etanol é reconhecida em todo o mundo por poupar emissões de gases de efeito estufa e tornar mais eficiente o uso da energia. O fato de fazer parte de dois seguimentos, do agronegócio e do industrial, o torna mais suscetível a crises. “Tanto sofre os efeitos das flutuações agrícolas, como com as características do mercado de energia”.

A presidente disse que o aumento para 25% da quantidade de etanol misturada à gasolina, a partir do dia 1º de maio, é reconhecimento de que a produção foi maior. Ela explicou que a medida não provocará problema de abastecimento, pois, atualmente, o setor é “extremamente” flexível e fácil de ser regulado. “Às vezes o preço compensa, às vezes não compensa. O fato de ser flexível é que justifica hoje nós termos dado um passo na direção da estabilidade do setor”, disse, acrescentando que o consumidor pode escolher qual combustível colocar em seu veículo.

“Quando, nos anos 80, usávamos carro a álcool, ele era inflexível. ou era álcool ou não era nada. Como [a cana] é um produto que sofre as variações do clima, uma seca ou algo assim interfere na produção da matéria-prima, nós conseguimos superar isso com a tecnologia do flex fuel”, disse a presidente. Segundo ela, o país hoje tem a possibilidade de ter um setor de etanol com dupla função, produzindo para o mercado interno e também com condições de ser um grande exportador.

Acompanhe tudo sobre:EnergiaCommoditiesCombustíveisGasolinaEtanolBiocombustíveis

Mais de Mundo

Secretário de Trump diz que Brasil 'não é um país amigável' aos EUA e faz comparação com Cuba

'Jovem inteligente que ama seu país', diz Trump sobre encontro com Flávio Bolsonaro

ONU elege diplomata de Bangladesh para presidir Assembleia Geral

EUA têm outra investigação sobre o Brasil que poderá resultar em mais tarifas