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Lula anuncia apoio à candidatura de Bachelet à secretária-geral da ONU

O presidente defendeu que 'é hora" de a ONU ser comandada por uma mulher; a ex-presidente do Chile formalizou sua candidatura nesta segunda-feira, 2

Michelle Bachelet: a ex-presidente do Chile já foi alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos (RAUL BRAVO/AFP)

Michelle Bachelet: a ex-presidente do Chile já foi alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos (RAUL BRAVO/AFP)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 13h52.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira, 2, o apoio do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

O atual secretário-geral da ONU, António Guterres, deixará o cargo em 31 de dezembro deste ano, após dez anos à frente da organização. Em novembro de 2025, a ONU iniciou o processo de sucessão. Bachelet era pré-candidata desde então e formalizou sua candidatura nesta segunda-feira.

“É com muita honra que o Brasil apoia a candidatura de @mbachelet à Secretária-Geral da ONU. Em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher”, escreveu Lula em uma rede social.

No mesmo texto, o presidente destacou o histórico da candidata. “A trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo. Foi a primeira mulher a presidir o Chile, por duas vezes, e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país. No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva”, afirmou.

Lula também citou a atuação de Bachelet como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, com foco na proteção dos mais vulneráveis, no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável e na ampliação de vozes historicamente excluídas.

Segundo o presidente, a “experiência, liderança e compromisso” da ex-presidente chilena com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU em um cenário global marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos.

A sucessão ocorre em meio ao que Lula classificou como a maior crise da ONU desde sua fundação no pós-guerra. O processo acontece enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defende a criação de um órgão paralelo às Nações Unidas, o chamado Conselho da Paz, visto como uma tentativa de esvaziar a organização.

Bachelet disputará o cargo com ao menos outros dois candidatos latino-americanos: a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, atual líder da Agência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, e o diplomata argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica.

Além do Brasil, a candidatura de Bachelet conta com o apoio do México. Nesta segunda-feira, o presidente do Chile, Gabriel Boric, que deixa o cargo em março, comemorou o lançamento da candidatura.

“Hoje, o Estado do Chile, junto ao Brasil e ao México, temos a honra e o orgulho de oficializar a inscrição da candidatura de Michelle Bachelet Jeria à secretaria-geral das Nações Unidas”, afirmou Boric na rede social X. “Esta candidatura expressa uma esperança compartilhada: que a América Latina e o Caribe façam ouvir sua voz na construção de soluções coletivas aos tremendos desafios do nosso tempo.”

*Com informações do Globo

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