Mundo

Los Angeles pressiona China para liberar mais filmes

Segundo o prefeito Eric Garcetti, surto de investimento privado chinês em Hollywood deveria convencer Pequim a afrouxar suas restrições à importação de filmes

Prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, durante uma conferência na Universidade de Pequim, na China  (Jason Lee/Reuters)

Prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, durante uma conferência na Universidade de Pequim, na China (Jason Lee/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 21 de novembro de 2014 às 15h19.

Pequim - O surto de investimento privado chinês em Hollywood deveria convencer Pequim a afrouxar suas restrições à importação de filmes norte-americanos, disse o prefeito de Los Angeles na China nesta sexta-feira, exortando as autoridades a aumentar a quantidade anual de produções cinematográficas estrangeiras.

Os produtores de Hollywood, ansiosos para construir laços com o segundo maior mercado de filmes do mundo, acolheram o fluxo de capital chinês nos últimos anos, o que levou a uma série de parcerias de alto nível.

As autoridades da China aumentaram gradualmente a cota de filmes estrangeiros para 34, mas os censores estatais ainda mantêm um controle rígido sobre o que pode ser exibido.

O prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, que lidera uma missão comercial de duas semanas por três países asiáticos, abordou o assunto das cotas – uma fonte de atrito no comércio entre Estados Unidos e China há tempos – durante uma reunião com o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Zhang Yesui, em Pequim nesta sexta-feira.

“Espero que o governo chinês veja os lucros (das empresas chinesas) entrando, e a parte que lhes cabe na chegada de mais filmes ocidentais”, disse Garcetti. “Nossos melhores defensores serão as empresas chinesas que têm uma parte nesta abertura”.

Em junho, o ex-representante de filmes de Warner Bros TWX.N, Jeff Robinov, anunciou a criação de um novo estúdio com supostos 200 milhões de dólares de investimento do Fosun International, um dos maiores conglomerados privados da China.

Ligado ao governo, o Shanghai Media Group prometeu investir um bilhão de dólares em filmes juntamente com o produtor veterano Robert Simonds, e o Wanda Dalian – de propriedade do bilionário chinês do setor imobiliário Wang Jianlin – adquiriu a rede de cinema AMC Entertainment Holdings em 2012 como primeira investida em Hollywood.

Embora tais parcerias possam ajudar os estúdios a contornar as cotas de filmes estrangeiros, surgem em um momento no qual o Partido Comunista chinês apertou o controle sobre a mídia.

Acompanhe tudo sobre:ServiçosÁsiaArteEntretenimentoMetrópoles globaisCinemaFilmesChinaCalifórniaLos Angeles

Mais de Mundo

Trump reitera que EUA não permitirão que China assuma controle do Canal do Panamá

Trump diz que Cuba está se aproximando da órbita dos Estados Unidos

EUA afirmam que retorno de María Corina à Venezuela pode 'atrapalhar' ajuda às vítimas de terremoto

França anuncia fim da exigência de visto para brasileiros entrarem na Guiana Francesa