Liga Árabe discute conceder vaga da Síria para oposição

Ministros da Liga Árabe debateram a possibilidade de conceder o lugar vago da Síria à Coalizão Nacional Síria, de oposição

Cairo - Os ministros da Liga Árabe debateram nesta quarta-feira a possibilidade de conceder o lugar vago da Síria no bloco regional à Coalizão Nacional Síria, de oposição, disseram diplomatas.

Eles afirmaram que os ministros reunidos no Cairo estavam divididos sobre a possibilidade de deixar os oponentes do presidente Bashar al-Assad assumir o assento da Síria, anteriormente detido pelo governo de Damasco.

"As discussões sobre dar a vaga da Síria à oposição estão ocorrendo agora e há países a favor e outros contra", disse um diplomata, sob a condição de anonimato.

A Síria foi suspensa da Liga, com sede no Cairo, em novembro de 2011, oito meses depois do que começou como uma insurreição pacífica popular contra Assad, mas se transformou em uma guerra civil.

A coalizão, que inclui grupos políticos anti-Assad e os rebeldes, pediu formalmente pela vaga, mas o Iraque, a Argélia e o Líbano se opuseram, informou o porta-voz da coalizão, Walid al-Bunni.

"Eu não posso confirmar se a decisão será finalizada com a concessão do assento, mas estou esperançoso", disse ele.

Excluindo a Síria, a Liga tem 21 membros.


Moaz Alkhatib, um ex-pregador de 52 anos na antiga mesquita Ommayad, em Damasco, foi escolhido em novembro para chefiar a coalizão de oposição. Ele ganhou promessas modestas de apoio para os rebeldes de ministros ocidentais e árabes em Roma no mês passado.

O ministro de Relações Exteriores libanês, Adnan Mansour, pressionou na direção oposta na reunião desta quarta-feira, pedindo que a suspensão da Síria seja cancelada para ajudar a encontrar uma solução política para o conflito que já custou cerca de 70 mil vidas.

"A comunicação com a Síria... é essencial para uma solução política", disse Mansour à reunião.

Ele declarou à Reuters mais tarde que o assento da Síria não deve ir para a oposição. "A Síria é um Estado e um governo e a ideia de que um Estado pode ser substituído por um grupo de adversários é muito perigosa", afirmou.

O governo do primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, é dominado por uma coalizão incluindo o grupo militante Hezbollah e seus aliados, principalmente xiitas e cristãos, que apoiam Assad.

Um milhão de refugiados deixaram a Síria, aumentando a pressão sobre seus vizinhos, incluindo o Líbano, que estão com dificuldades para recebê-los, disse a agência de refugiados da ONU nesta quarta-feira.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.