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Líder da oposição será acusada em plano para matar Maduro

Líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado vai ser acusada por envolvimento em um suposto plano para matar o presidente Nicolás Maduro


	Nicolás Maduro: oposição rejeita com veemência as acusações e alega que as denúncias de planos de assassinato são uma estratégia do governo
 (Palácio Miraflores/Divulgação via Reuters)

Nicolás Maduro: oposição rejeita com veemência as acusações e alega que as denúncias de planos de assassinato são uma estratégia do governo (Palácio Miraflores/Divulgação via Reuters)

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Da Redação

Publicado em 27 de novembro de 2014 às 09h11.

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Caracas - A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado vai ser acusada por envolvimento em um suposto plano para matar o presidente Nicolás Maduro, afirmaram autoridades na quarta-feira, em uma ação que a ex-deputada classificou como um movimento para silenciá-la.

Líderes do Partido Socialista, que está no poder, acusaram em maio um grupo da oposição, que inclui Maria Corina, de planejar o assassinato de Maduro para abrir caminho a um golpe de Estado.

A oposição rejeita com veemência as acusações e alega que as denúncias de planos de assassinato são uma estratégia do governo para desviar a atenção dos venezuelanos dos problemas como escassez de produtos, inflação e violência.

O Ministério Público informou que convocou a ex-deputada a se apresentar na quarta-feira da semana que vem para ser acusada formalmente.

"O Ministério Público citou na qualidade de imputada para o próximo 3 de dezembro a Maria Corina Machado... por sua suposta vinculação com plano magnicida contra o presidente da República", disse em comunicado.

O órgão informou ainda que "vem realizando uma investigação desde o mês de março... por denúncia de vários parlamentares da Assembleia Nacional e de um particular".

A ex-deputada Maria Corina Machado perdeu a imunidade parlamentar este ano, acusada pela maioria governista do Legislativo de abandonar o cargo.

Junto com o ex-prefeito Leopoldo López, que está preso depois de ter sido acusado de promover protestos violentos nas ruas este ano, a ex-deputada lidera a ala mais dura da oposição, que convocou os seguidores a se manifestarem pelo descontentamento com o governo.

Por meio de sua conta no Twitter, Maria Corina confirmou que uma comissão do serviço de inteligência lhe entregou a citação na quarta-feira.

"Se enganam os que acreditam que com ameaças e golpes vão nos calar", escreveu em sua conta.

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