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O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), Herzl Halevi, disse neste domingo que a responsabilidade militar da esperada invasão terrestre da Faixa de Gaza é "destruir" o Hamas.

Em 7 de outubro, terroristas do grupo fundamentalista islâmico lançaram os piores ataques da História de Israel desde sua formação, deixando mais de 1,4 mil mortos e ao menos 3,3 mil feridos entre civis e militares.

Bombardeiros de retaliação a Gaza, em que o cerco foi reforçado nos últimos nove dias, deixaram mais de 2,6 mil mortos, em sua maioria civis — segundo autoridades palestinas, também haveria ao menos mil desaparecidos sob os escombros.

— Nossa responsabilidade é ir aos locais onde o Hamas se organiza, opera, planeja e faz lançamentos [de foguetes] — disse Halevi durante uma conversa com soldados perto da fronteira de Gaza, acrescentando: — Atingi-los severamente em todos os lugares, todos os comandantes, todos os operativos, e destruir infraestrutura. Em uma palavra: vencer.

Segundo Halevi, os soldados israelenses farão "algo grande e importante que precisará mudar a situação por muito tempo e de uma forma clara".

As declarações foram feitas enquanto as FDI se preparam para a possível ofensiva terrestre, embora ainda não haja detalhes sobre a data ou sobre o alcance exato da investida.

Segundo o porta-voz da FDI, Daniel Hagari, a prontidão militar cresceu nos últimos dias para "as próximas fases do conflito", sendo uma prioridade matar membros do Hamas envolvidos nos ataques terroristas, em que 155 pessoas também foram feitas reféns. De acordo com Hagari, 289 soldados morreram nos últimos nove dias.

— Continuamos a nossa onda de ataques aéreos na Faixa de Gaza. — afirmou. — Nos últimos dias, eliminamos vários comandantes do Hamas que lideraram a ofensiva mortal. Matar qualquer comandante envolvido nesse evento assassino tem sido uma prioridade máxima para as FDI.

Tomer Bar, comandante da Força Aérea israelense, anunciou neste domingo que há fortes preparativos para facilitar condições ideais para as forças terrestres no caso de uma entrada por terra.

Segundo o jornal Haaretz, o nível de prontidão entre pilotos de caça, pessoal de inteligência e combatentes está acima de 100%. Nos últimos dias, a Força Aérea tem levado comandantes de divisão e batalhão em sobrevoos para familiarizá-los com as áreas que devem alcançar.

— Estamos eliminando diligentemente as ameaças terrestres e aéreas — disse Bar, citado pelo Haaretz. — Adotaremos uma abordagem agressiva para garantir que nossos soldados possam ter um desempenho eficaz durante uma operação terrestre.

De acordo com análise do jornal israelense, a dimensão sem precedentes da convocação de reservistas militares, juntamente com a ordem de retirada de 1,1 milhão de palestinos em Gaza, indica que a iminente ofensiva terrestre de Israel será mais longa e mais intensa do que quaisquer incursões anteriores desde a retirada unilateral de colonos israelenses do território, em 2005.

Tensão na fronteira norte

Bar também confirmou a prontidão da Força Aérea para uma potencial escalada na região norte, onde aumentou a tensão com grupo xiita libanês Hezbollah, no Líbano.

— Embora o nosso foco atual esteja na área sul, estamos totalmente preparados para quaisquer desenvolvimentos no norte — disse Bar. — A Força Aérea está bem equipada e em estreita coordenação com todas as unidades, pronta para responder às ameaças e se envolver como necessário em um cenário de guerra.

Segundo o porta-voz Hagari, o "Hezbollah trabalha para escalar a situação ao longo da fronteira norte para desafiar Israel, com direcionamento e apoio do Irã".

Segundo o ministro da Defesa, Yoav Gallant, a ofensiva em Gaza "será uma guerra feroz, uma guerra mortal, uma guerra precisa, e será uma guerra que mudará a situação permanentemente", acrescentando que Israel "não tem interesse em travar uma guerra na sua frente norte.”

— Não estamos interessados em uma guerra no norte, não queremos que a situação se intensifique —disse o ministro aos soldados israelenses, segundo um vídeo publicado por seu Gabinete, com a ressalva de que, "se Hezbollah escolher o caminho da guerra, pagará um preço muito alto".

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