Acompanhe:

O Conselho de Segurança Nacional de Israel anunciou, nesta quarta-feira, que nenhum refém será libertado antes desta sexta-feira. O anúncio ocorre após Israel aprovar, na madrugada de quarta-feira (noite de terça no Brasil), um acordo para a libertação dos capturados pelo Hamas no ataque de 7 de outubro, em troca de um cessar-fogo de quatro dias em Gaza e da libertação de 150 prisioneiros palestinos, priorizando mulheres e crianças.

A informação foi revelada por Tzachi Hanegbi, chefe do Conselho de Segurança Nacional, que garantiu que o estágio de libertação do acordo de cessar-fogo com o Hamas prosseguiria como planejado e que a primeira parcela de reféns israelenses seria libertada na sexta-feira.

Antes, a mídia israelense havia reportado que a liberação começaria já na quinta, quando começará a valer a trégua. Em entrevista à rádio do Exército israelense, o ministro das Relações Exteriores, Eli Cohen, disse esperar que os primeiros reféns fossem liberados ainda na quinta-feira, mas se negou a confirmar a informação de que o processo começaria no horário indicado pelo Hamas, às 10h (5h em Brasília).

O anúncio também ocorreu após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmar em uma coletiva de imprensa em Tel Aviv que a Cruz Vermelha seria autorizada a entrar em Gaza para visitar os reféns que ainda aguardam ser liberados. Entretanto, a Cruz Vermelha havia emitido um comunicado na manhã desta quarta-feira, afirmando que não foi informada sobre os planos, os quais envolvem diretamente seu pessoal.

Na mesma coletiva, Netanyahu afirmou que a guerra contra o Hamas continua, apesar da trégua.

Pouco antes da coletiva de Netanyahu começar, o porta-voz das Forças Armadas de Israel, Daniel Hagari, disse que o Exército está se preparando para a implementação do acordo, descrevendo-o como um "processo complexo que pode levar tempo" e que envolve várias etapas. Os próximos dias serão "repletos de momentos de alívio e momentos de dor", disse ele, alertando que também podem incluir "tentativas de realizar terror psicológico, direcionado contra nós pelas organizações terroristas".

Na madrugada desta quarta-feira (noite de terça no Brasil), Israel aprovou um aguardado acordo de cessar-fogo temporário com o Hamas. O principal aspecto da negociação, mediada pelo Catar, foi a liberação imediata de reféns capturados pelo grupo terrorista no ataque de 7 de outubro, quando foram mortas 1,2 mil pessoas, em sua maioria civis, em Israel. Os termos aceitos pelos dois lados do conflito impõem que o Hamas deve liberar 50 reféns em troca de 150 presos palestinos.

Hamas e Israel afirmaram que apenas mulheres e menores serão incluídos na troca, negando-se a negociar a soltura de militares e combatentes inimigos. De acordo com um comunicado emitido pelo governo israelense, 30 menores de idade e 20 mulheres (oito delas, mães) serão liberados pelo grupo terrorista.

Em contrapartida, o Ministério da Justiça de Israel divulgou uma lista com os nomes de 300 prisioneiros palestinos detidos no país para uma espécie de consulta pública, a fim de ouvir a população sobre impedimentos a liberação deles. Os 150 primeiros presos liberados devem sair desta lista após as contestações

Créditos

Últimas Notícias

Ver mais
Drone dos EUA cai na costa do Iêmen após suposto ataque huthi
Mundo

Drone dos EUA cai na costa do Iêmen após suposto ataque huthi

Há 8 horas

Guangdong lidera em turismo durante o feriado prolongado na China
Mundo

Guangdong lidera em turismo durante o feriado prolongado na China

Há 9 horas

Venezuela e Rússia ampliam cooperação petroleira e citam uso de energia nuclear
Mundo

Venezuela e Rússia ampliam cooperação petroleira e citam uso de energia nuclear

Há 9 horas

Nikki Haley descarta desistir de disputa com Trump por indicação republicana
Mundo

Nikki Haley descarta desistir de disputa com Trump por indicação republicana

Há 10 horas

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais