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Irã ameaça atingir infraestrutura da região se EUA atacarem centrais elétricas

Presidente do Parlamento iraniano diz que Teerã responderá contra ativos energéticos e petrolíferos caso Washington cumpra ameaça ligada ao Estreito de Ormuz

Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento do Irã, ameaçou atingir infraestruturas energéticas e petrolíferas da região em caso de ataque dos EUA (Fars News/Reuters)

Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento do Irã, ameaçou atingir infraestruturas energéticas e petrolíferas da região em caso de ataque dos EUA (Fars News/Reuters)

Publicado em 22 de março de 2026 às 11h10.

Última atualização em 22 de março de 2026 às 11h11.

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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou neste domingo, 22, que o país atacará infraestruturas vitais, energéticas e petrolíferas em toda a região se os Estados Unidos levarem adiante a ameaça de bombardear centrais elétricas iranianas.

Em publicação na rede social X, Qalibaf disse que, caso instalações do Irã sejam atingidas, a resposta será imediata. Segundo ele, ativos estratégicos da região seriam destruídos de forma irreversível.

O parlamentar também afirmou que uma escalada desse tipo provocaria alta prolongada no preço do petróleo.

A declaração ocorre em meio ao agravamento da crise no Estreito de Ormuz, que se tornou um dos principais focos da tensão regional. A interrupção de uma das rotas energéticas mais relevantes do mundo elevou a pressão sobre o mercado internacional de petróleo.

Segundo o texto, o barril do Brent para entrega em maio chegou a US$ 112,91, o maior valor registrado desde julho de 2022.

Na noite de sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu prazo de 48 horas para a reabertura total do Estreito de Ormuz. Caso isso não ocorra, afirmou que os EUA poderão atacar e destruir as centrais elétricas do Irã.

Já na manhã deste domingo, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, órgão que coordena o Exército regular iraniano e a Guarda Revolucionária, advertiu Trump de que Teerã retaliará com ataques a usinas de energia, plantas de dessalinização e infraestruturas de tecnologia da informação ligadas aos Estados Unidos e a Israel na região.

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