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Inpe: focos de incêndio em área protegida crescem 275%

Até ontem, as unidades de conservação estaduais e federais registraram 20.905 focos de queimadas

Queimada na Amzônia: focos de incêndio em áreas protegidas aumentaram exponencialmente (.)

Queimada na Amzônia: focos de incêndio em áreas protegidas aumentaram exponencialmente (.)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h47.

São Paulo - O número de focos de incêndio em áreas de proteção ambiental, como parques e reservas, cresceu 275% em 2010, em comparação com o mesmo período do ano passado. Até ontem, as unidades de conservação estaduais e federais registraram 20.905 focos de queimadas - há um ano, foram 5.562 focos entre 1.º de janeiro e 23 de agosto de 2009. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e incluem todos os satélites que monitoram focos de calor no País.

O Parque Nacional do Araguaia, no Tocantins, era, até ontem, o recordista em focos de incêndio: 2.843, seguido da Área de Preservação Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará (1.607 focos) e do Parque Estadual do Mirador, no Maranhão, com 923 focos. O avanço expõe problemas como a escassez de equipes treinadas para conter incêndios, as dificuldades de logística para se chegar aos focos no interior das unidades e evidencia o risco da prática agrícola de se atear fogo no solo em épocas de estiagem prolongada.

"Há regiões do Norte e do Centro-Oeste onde não chove há mais de 120 dias. A vegetação mais seca e o hábito ainda muito difundido das queimadas entre os agricultores ajudam a espalhar o fogo e a situação foge do controle", afirma Luiz Cavalcante, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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