Imigrantes vão ter passe livre? O que muda com Biden na presidência

Veto à entrada nos EUA de cidadãos de países de maioria muçulmana deve acabar; política de imigração na fronteira com o México deverão ser reformuladas

É hora de dizer adeus ao veto a cidadãos de países de maioria muçulmana de entrarem nos Estados Unidos, regra instituída por Donald Trump em 2018, e da dor de cabeça para conseguir um visto de permanência no país.

Biden já anunciou que pretende acabar com o programa que baniu pessoas de países do Oriente Médio e outros locais de maioria islâmica de entrar no país. O endurecimento nas medidas de imigração na fronteira com o México também estão com os dias contados.

"Nos últimos quatro anos, os oficiais da imigração eram até orientados a negar os pedidos de asilo", diz o advogado de imigração Felipe Alexandre, que possui cidadania brasileira e americana, fundador do AG Immigration nos Estados Unidos.

Durante as entrevistas com os postulantes à permanência nos Estados Unidos, os juízes também passaram a aplicar políticas mais duras, negando o visto de residência a diversos imigrantes. Agora, a tendência é que essa postura se torne mais amigável, como aconteceu durante o governo de Barack Obama.

Na gestão de Donald Trump, os imigrantes que cruzavam a fronteira e solicitavam asilo nos EUA em geral eram mandados de volta a seus países para aguardar o agendamento do início do processo, que começa com uma entrevista com um juiz americano. Antes, essas pessoas podiam entrar nos Estados Unidos, onde esperavam, em liberdade, o comunicado sobre a data da sessão na Justiça.

A política de Trump atrasou o julgamento dos pedidos de asilo e manteve muitos postulantes em seus países de origem, onde podem correr risco de violência física e abusos, na avaliação de especialistas que atuam na área.

Os grupos de oposição a uma política mais amigável de imigração devem fazer pressão contra a nova política de imigração, principalmente na Flórida e no Texas. "Eles poderão tentar impedir que as medidas de Biden sejam concretizadas, mas o que mais importa é que a diretriz geral da política americana nesse sentido deverá mudar", afirma Alexandre.

 

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