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Governo egípcio confirma renúncias de 5 ministros

Decisões foram provocadas pelas maciças manifestações contra o presidente do país, Mohamed Mursi


	Manifestante contrário ao presidente Mohamed Mursi segura bandeira do Egito durante protresto no Cairo: Presidência do Conselho de Ministros confirmou o pedido de renúncia dos titulares das Relações Exteriores, Turismo, Telecomunicações, Assuntos Parlamentares e Meio Ambiente
 (REUTERS/Suhaib Salem)

Manifestante contrário ao presidente Mohamed Mursi segura bandeira do Egito durante protresto no Cairo: Presidência do Conselho de Ministros confirmou o pedido de renúncia dos titulares das Relações Exteriores, Turismo, Telecomunicações, Assuntos Parlamentares e Meio Ambiente (REUTERS/Suhaib Salem)

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Da Redação

2 de julho de 2013, 14h15

Cairo - O governo egípcio afirmou nesta terça-feira que apenas cinco ministros renunciaram após as maciças manifestações contra o presidente do país, Mohamed Mursi, embora os mesmos continuem em seus cargos, já que, até o momento, nenhuma delas foi aceita.

Em comunicado, a Presidência do Conselho de Ministros confirmou o pedido de renúncia dos titulares das Relações Exteriores, Mohamed Amre; de Turismo, Hisham Zaazu; de Telecomunicações, Atef Helmi; de Assuntos Parlamentares, Hatem Bagato, e de Meio Ambiente, Khaled Fahmi.

No entanto, as autoridades egípcias negaram que outros membros do gabinete tenham renunciado, como haviam anunciado previamente fontes governamentais.

Em declarações à Agência Efe, um porta-voz da Presidência egípcia descartou hoje que o primeiro-ministro egípcio, Hisham Qandil, tenha apresentado sua renúncia. De acordo com a fonte, os porta-vozes presidenciais Omar Amre e Ihab Fahmi sim já teriam apresentado suas renuncias, assim como o porta-voz do Conselho de Ministros, Alaa al Hadidi.

Além disso, a fonte também confirmou que uma reunião entre Mursi, o primeiro-ministro do país e o titular de Defesa, Abdel Fatah al Sisi. Anteriormente, o presidente egípcio reuniu os membros de seu governo com urgência, mas Al Sisi e o ministro do Interior, Mohamed Ibrahim, não teriam participado dessa reunião.

Seguidores da Irmandade Muçulmana e os aliados islâmicos do presidente saíram hoje às ruas do país para manifestar apoio a Mursi, enquanto os opositores também voltaram a protagonizar grandes manifestações para exigir sua renúncia.