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EUA libera milhares de documentos sobre assassinato do presidente Kennedy

De acordo com a fonte, foram liberados 97% dos registros, que somam aproximadamente cinco milhões de páginas

 (AFP/AFP Photo)

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AFP

Publicado em 15 de dezembro de 2022 às 20h49.

Os Arquivos Nacionais dos Estados Unidos liberaram, nesta quinta-feira (15), milhares de documentos sobre o assassinato do presidente John F. Kennedy, em 1963.

Segundo os Arquivos Nacionais, foram divulgados 12.879 documentos, mas a Casa Branca impediu a publicação de outros milhares, alegando razões de segurança nacional.

De acordo com a fonte, foram liberados 97% dos registros, que somam aproximadamente cinco milhões de páginas.

O presidente americano, Joe Biden, comentou em um memorando que continuará mantendo em sigilo uma quantidade "limitada" de documentos.

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Quem matou John F. Kennedy?

"O adiamento temporário contínuo da divulgação pública desta informação é necessário para nos proteger de um dano identificável à defesa militar, às operações de Inteligência, à aplicação da lei ou à condução das Relações Exteriores", disse o chefe de Estado.

A Comissão Warren, que investigou o ataque a tiros contra o carismático presidente de 46 anos, determinou que o crime foi obra de um antigo franco-atirador da Marinha, Lee Harvey Oswald, que agiu sozinho.

No entanto, essa conclusão formal foi insuficiente para sufocar a especulação de que um complô mais sinistro estaria por trás do assassinato do 35º presidente dos Estados Unidos.

Os estudiosos de Kennedy afirmam que é pouco provável que os documentos que ainda estão conservados nos arquivos contenham revelações explosivas ou ponham fim às teorias conspiratórias sobre o assassinato.

Oswald desertou para a União Soviética em 1959, mas retornou aos Estados Unidos em 1962. Foi assassinado a tiros dois dias depois de matar Kennedy pelo proprietário de uma casa noturna, Jack Ruby, quando estava sendo transferido para a prisão da cidade.

Um número significativo dos arquivos publicados hoje está relacionado com Oswald, suas viagens internacionais e contatos nas semanas, meses e anos prévios ao assassinato de Kennedy.

Centenas de livros e filmes, como o longa de Oliver Stone "JFK" (1991), alimentaram a indústria da conspiração, apontando o dedo para os rivais da Guerra Fria - União Soviética e Cuba -, a máfia e, inclusive, o vice-presidente de Kennedy, Lyndon Johnson.

A publicação dos documentos cumpre com uma lei do Congresso de 26 de outubro de 1992 segundo a qual os registros de assassinatos que estão nos Arquivos Nacionais devem ser publicados na íntegra e sem edição 25 anos depois.

Milhares de documentos relacionados com o assassinato de Kennedy nos Arquivos Nacionais foram publicados durante o mandato de Donald Trump, mas o ex-presidente também manteve o sigilo de outros por motivos de segurança nacional.

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