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Estados Unidos criam menos empregos que o esperado em setembro

Volume gerado pela economia americana é menos da metade do esperado pelos economistas. Bolsas reagem com pessimismo

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 12 de outubro de 2010 às 18h39.

Os Estados Unidos gerou bem menos empregos que o esperado pelos economistas em setembro. Na média, as estimativas apontavam para a abertura de 121 000 postos de trabalho, mas o resultado ficou em 51 000. Em agosto, o país havia absorvido 188 000 novos trabalhadores e, em julho, 123 000. Mesmo a leve baixa da taxa de desemprego no mês passado, de 4,7% para 4,6%, não foi suficiente para conter as reações negativas do mercado.

As bolsas de valores seguiram em baixa desde a abertura do pregão. Por volta do meio-dia, a Nasdaq apresentava queda de 0,37% e o Índice Dow Jones recuava 0,24%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo também acompanhava os mercados internacionais. Por volta das 12 horas e 30 minutos, o Ibovespa - principal indicador da bolsa brasileira - registrava baixa de 1,16%.

A taxa de desemprego americana, 4,6%, é a mais baixa desde junho e continua dentro da faixa de 4,6% a 4,8% observada há mais de um ano. Apesar disso, os poucos empregos abertos no mês passado podem indicar um ritmo menor que o esperado na economia americana, de acordo com o The Wall Street Journal. Parte da desaceleração é atribuída ao desaquecimento do mercado imobiliário. No começo desta semana, o presidente do Federal Reserve - o banco central americano - Ben Bernanke, afirmou que o fraco desempenho desse setor provavelmente comprometeu a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto do país no último trimestre em cerca de um ponto percentual.

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