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Diretor-geral da OMS evita rebater ataques de Trump e Bolsonaro

Enquanto o presidente americano anunciou o corte de verbas destinadas à organização, Bolsonaro reclama de críticas que recebe por ser contrário à entidade

OMS (Denis Balibouse/Reuters)

OMS (Denis Balibouse/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 1 de maio de 2020 às 15h52.

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Diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus

Diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus (Christopher Black/OMS/Reuters)

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, evitou rebater hoje as recentes críticas dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro, à entidade. Ao ser questionado sobre o risco delas derivarem em um boicote, deu uma curta resposta: "nós temos contato constante e estamos trabalhando juntos".

Há duas semanas, Trump anunciou o corte de verbas à OMS, acusando a entidade de não ser tão dura com a China, primeiro país a apresentar casos e mortes por covid-19. Desde então, a entidade é alvo constante dos ataques do presidente americano, que chamou a organização de "sinocentrista".

Já Bolsonaro reclama de críticas por ser contrário à entidade. "Estou sendo acusado de genocídio por ter defendido uma tese diferente da OMS. O pessoal fala tanto em seguir a OMS, né? O diretor presidente da OMS é médico? Não é médico", reclamou na semana passada.

Anteontem, o presidente brasileiro acusou a entidade, em uma postagem no Facebook, de incentivar "masturbação" e homossexualidade em crianças. Ele apagou posteriormente a mensagem.

As acusações feitas por Bolsonaro são, na verdade, distorções de um guia da OMS, com indicações para educadores, pais, responsáveis e governantes, mas não para as crianças. Intitulado "Normas para a educação em sexualidade na Europa: uma estrutura para formuladores de políticas, autoridades educacionais e de saúde e especialistas", o documento foi publicado em outubro de 2010.

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