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Dezenas de centros judeus nos EUA relatam ameaças a bomba

A Associação da América do Norte JCC, uma rede de centros de saúde e educação, disse que as organizações ameaçadas estavam trabalhando com a polícia

Judeus: o FBI não indicou qualquer suspeito nem descreveu um motivo provável (Getty Images)

Judeus: o FBI não indicou qualquer suspeito nem descreveu um motivo provável (Getty Images)

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Reuters

Publicado em 18 de janeiro de 2017 às 21h39.

Nova York - Pelo menos 28 centros comunitários judeus em 17 Estados dos EUA informaram ter recebido ameaças telefônicas falsas de bombas nesta quarta-feira, levando ao esvaziamento dos locais, na segunda onda de ameaças a atingir instalações judaicas norte-americanas neste mês.

A Associação da América do Norte JCC, uma rede de centros de saúde e educação, disse que as organizações ameaçadas estavam trabalhando com a polícia local e que muitas tinham retomado as operações, depois que não foram encontradas bombas, como aconteceu na série anterior de ameaças, em 9 de janeiro.

Ninguém se responsabilizou pelas ligações desta quarta-feira ou de nove dias atrás, e o FBI não indicou qualquer suspeito nem descreveu um motivo provável.

Em Miami Beach, um centro recebeu uma ligação às 9h54 e foi esvaziado, informou a polícia local no Twitter. Autoridades e cães policiais fizeram buscas na área, mas não encontraram nenhuma bomba, e o centro foi reaberto.

Dois centros em Connecticut disseram no Facebook que tinham recebido telefonemas ameaçadores e retiraram as pessoas do local. Nenhuma bomba foi encontrada, afirmaram.

As ameaças de 9 de janeiro atingiram 16 centros comunitários judeus em nove Estados dos EUA, levando o FBI a examinar a origem das ligações, algumas delas feitas usando um sistema automatizado de "robocall".

Uma porta-voz do FBI não pôde ser contatada imediatamente nesta quarta-feira.

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