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Déficit de Portugal volta a subir e se distancia de meta

País teve resultado negativo de 8,9% no trimestre, apesar de medidas para tentar conter o rombo nas contas públicas

O déficit público português continua crescendo (Marcel Salim/EXAME.com)
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Da Redação

Publicado em 30 de setembro de 2011 às 13h19.

Lisboa - Apesar de todos esforços para reverter a crise econômica , o déficit de Portugal voltou a subir no segundo trimestre deste ano, enquanto os desvios contábeis na região da Madeira forçou uma revisão no índice de 2010, que passou de 9,1% para 9,8%.

Segundo dados revelados nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística luso (INE), o déficit fiscal, de 8,9%, subiu 1,2 pontos no segundo trimestre deste ano. No primeiro trimestre, o índice ficou em 7,7%.

Com os novos dados, o déficit do primeiro semestre ficará situado em 8,1%, muito longe da meta de 5,9%, que o país almeja alcançar até dezembro para cumprir o rigoroso programa de ajustes.

A aparição de dívidas não contabilizadas de mais de 1 bilhão de euros na Ilha da Madeira, uma das duas regiões autônomas de Portugal, gerou um impacto maior do que o previsto no déficit nacional dos últimos três anos.

No caso de 2010, onde teve a maior repercussão, o INE elevou o índice o déficit em oito décimos nesta sexta, situando-o perto de 10%. A dívida oculta do arquipélago atlântico, revelado pelo INE, agora é objeto de investigação da Promotoria lusa.

O incidente foi duramente criticado pelo Governo central português e pelo Partido Social Democrata (PSD), o mesmo que administra a região da Madeira.

Por outro lado, para os dirigentes do PSD, o déficit nacional registrado no primeiro semestre deste ano foi atribuído à má gestão do Partido Socialista, que governou Portugal até junho. Segundo o atual Executivo, a administração anterior deixou um "desvio" de despesas de 2 bilhões de euros.

Apesar dos números não serem muito favoráveis - em comparação com o mesmo período de 2010, quando o índice estava situado em 9,3 % -, Portugal conseguiu reduzir o déficit no primeiro semestre deste ano para 8,8%.

Mesmo assim, a porcentagem alcançada é inferior à meta comprometida com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que concederam 78 bilhões de euros ao país em maio. Desta forma, os analistas lusos já duvidam que possam reduzir o índice até 5,9% no segundo semestre deste ano.

O primeiro-ministro luso, Pedro Passos Coelho, que pôs fim a quase seis anos de Governo socialista nas eleições de junho, aplicou nos últimos três meses drásticos cortes de despesa e investimento público.

Passos Coelho abriu uma série de privatizações de empresas estatais pendentes, anunciou uma redução de funcionários de altos cargos nas administrações centrais e municipais e criou novos impostos.

Tendo em vista todos os esforços realizados, as dívidas ocultas da Madeira vieram complicar ainda mais os desajustes financeiros de Portugal. Para completar, o arquipélago, com 260 mil habitantes em um país de mais de dez milhões, já se encontra em período de eleições regionais, que serão realizadas no dia 9 de outubro.

As dívidas não declaradas do arquipélago elevaram não só o déficit nacional de Portugal no ano de 2010, mas também no de 2008 (de 3,1% para 3,6 %) e em 2009 (de 10% para 10,1%).

Com a atualização de dados realizada pelas autoridades lusas, a dívida portuguesa representou em 2010 93,3% do PIB, contra 71,6% que representava em 2008, e este ano a previsão é que aumente para até 100,8%.

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A aparição de dívidas não contabilizadas de mais de 1 bilhão de euros na Ilha da Madeira, uma das duas regiões autônomas de Portugal, gerou um impacto maior do que o previsto no déficit nacional dos últimos três anos.

No caso de 2010, onde teve a maior repercussão, o INE elevou o índice o déficit em oito décimos nesta sexta, situando-o perto de 10%. A dívida oculta do arquipélago atlântico, revelado pelo INE, agora é objeto de investigação da Promotoria lusa.

O incidente foi duramente criticado pelo Governo central português e pelo Partido Social Democrata (PSD), o mesmo que administra a região da Madeira.

Por outro lado, para os dirigentes do PSD, o déficit nacional registrado no primeiro semestre deste ano foi atribuído à má gestão do Partido Socialista, que governou Portugal até junho. Segundo o atual Executivo, a administração anterior deixou um "desvio" de despesas de 2 bilhões de euros.

Apesar dos números não serem muito favoráveis - em comparação com o mesmo período de 2010, quando o índice estava situado em 9,3 % -, Portugal conseguiu reduzir o déficit no primeiro semestre deste ano para 8,8%.

Mesmo assim, a porcentagem alcançada é inferior à meta comprometida com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que concederam 78 bilhões de euros ao país em maio. Desta forma, os analistas lusos já duvidam que possam reduzir o índice até 5,9% no segundo semestre deste ano.

O primeiro-ministro luso, Pedro Passos Coelho, que pôs fim a quase seis anos de Governo socialista nas eleições de junho, aplicou nos últimos três meses drásticos cortes de despesa e investimento público.

Passos Coelho abriu uma série de privatizações de empresas estatais pendentes, anunciou uma redução de funcionários de altos cargos nas administrações centrais e municipais e criou novos impostos.

Tendo em vista todos os esforços realizados, as dívidas ocultas da Madeira vieram complicar ainda mais os desajustes financeiros de Portugal. Para completar, o arquipélago, com 260 mil habitantes em um país de mais de dez milhões, já se encontra em período de eleições regionais, que serão realizadas no dia 9 de outubro.

As dívidas não declaradas do arquipélago elevaram não só o déficit nacional de Portugal no ano de 2010, mas também no de 2008 (de 3,1% para 3,6 %) e em 2009 (de 10% para 10,1%).

Com a atualização de dados realizada pelas autoridades lusas, a dívida portuguesa representou em 2010 93,3% do PIB, contra 71,6% que representava em 2008, e este ano a previsão é que aumente para até 100,8%.

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