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Cuba responde Trump e defende direito de importar petróleo

Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, se posicionou na rede social X contra as recentes declarações de Trump

EUA: presidente americano afirmou que fluxo de petróleo e dinheiro venezuelanos para Havana seria interrompido (Enrique De La Osa/Reuters)

EUA: presidente americano afirmou que fluxo de petróleo e dinheiro venezuelanos para Havana seria interrompido (Enrique De La Osa/Reuters)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 14h33.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou que o país "não recebe nem jamais recebeu compensação monetária ou material pelos serviços de segurança que tenha prestado a algum país”.

A declaração foi publicada na rede social X e é uma resposta às recentes publicações de Donald Trump, presidente dos EUA.

Mais cedo, Trump pressionou Cuba a “fazer um acordo” ou enfrentar consequências não especificadas, alertando que o fluxo de petróleo e dinheiro venezuelanos para Havana seria interrompido.

"NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO INDO PARA CUBA - ZERO!", disse Trump em sua plataforma Truth Social. "Sugiro fortemente que eles façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS."

Horas depois, Rodríguez afirmou que “ao contrário dos EUA, não temos um governo que se preste ao mercenarismo, à chantagem ou à coerção militar contra outros Estados.”

Segundo ele, Cuba tem o direito absoluto de importar combustível daqueles mercados dispostos a exportá-lo e que exercem seu próprio direito de desenvolver suas relações comerciais sem a interferência ou a subordinação às medidas coercitivas unilaterais dos EUA.

“O direito e a justiça estão do lado de Cuba. Os EUA se comportam como um hegemon criminoso e descontrolado que ameaça a paz e a segurança, não apenas em Cuba e neste hemisfério, mas no mundo inteiro”, completou.

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