Mundo

Cuba anuncia mudanças em gabinete para priorizar reformas

As mudanças acontecem dias depois de o presidente cubano, Raúl Castro, e Murillo pedirem a seus compatriotas que se preparem para tempos mais difíceis


	Cuba: "Esta decisão se deve à necessidade de Murillo concentrar seus esforços nas tarefas ligadas à atualização do modelo econômico"
 (Enrique De La Osa / Reuters)

Cuba: "Esta decisão se deve à necessidade de Murillo concentrar seus esforços nas tarefas ligadas à atualização do modelo econômico" (Enrique De La Osa / Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de julho de 2016 às 09h41.

Havana - O governo comunista de Cuba anunciou na quarta-feira que retirou Marino Murillo do posto de ministro da Economia para que ele possa se concentrar mais no comando das reformas econômicas.

Murillo será substituído por outro político veterano, Ricardo Cabrisas Ruiz, responsável pelas relações econômicas internacionais do país, em particular a recente reestruturação de sua dívida. Ambos são vice-presidentes.

As mudanças no gabinete acontecem dias depois de o presidente cubano, Raúl Castro, e Murillo pedirem a seus compatriotas que se preparem para tempos mais difíceis devido à escassez de fundos e à menor assistência da crucial aliada Venezuela no fornecimento de petróleo.

"Esta decisão se deve à necessidade de Murillo concentrar seus esforços nas tarefas ligadas à atualização do modelo econômico e social cubano", informou um anúncio oficial publicado na mídia estatal.

Desde que assumiu o lugar de seu irmão adoecido Fidel em 2008, Raúl entregou a maior parte da agricultura de controle estatal da ilha a cooperativas e permitiu que fornecedores autônomos operem pequenos negócios.

Murillo é o chefe da comissão encarregada de levar a reforma adiante.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaCubaGovernoreformas

Mais de Mundo

Por que o Estreito de Ormuz deverá perder importância nos próximos anos

Argentina x Inglaterra lutaram a Guerra das Malvinas em 1982; relembre como foi

Trump diz que os EUA vão atacar o Irã com força nesta semana: 'não há nada que possam fazer'

China recupera mais de 180 milhões de hectares de pastagens e amplia conservação ambiental