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Crescimento da economia da Europa surpreende em 2006

Aumento da competitividade das empresas alemãs foi determinante para o bom desempenho

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 12 de outubro de 2010 às 18h39.

A economia da Europa está a todo vapor, depois de anos de fraco crescimento, e ajuda a sustentar a expansão global, já que os Estados Unidos desaceleram, de acordo com o americano The Wall Street Journal. O fato é visto com surpresa por muitos economistas que duvidaram que o continente poderia reunir demanda suficiente para deixar de se apoiar apenas na exportação.

Segundo o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a recuperação da Europa foi impulsionada pelo crescimento das exportações, mas agora se espalha para os investimentos, criação de empregos e aumento do consumo. Enquanto alguns países da borda já têm boas performances há anos, como o Reino Unido e os países nórdicos, a estagnação prolongada no coração do continente - as 12 nações da zona do euro, que incluem Alemanha, França e Itália - fizeram com que a Europa rivalizasse com o Japão na posição de retardatária.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro deve crescer 2,7% em 2006, pouco espetacular para os padrões americanos, mas uma grande melhora com relação à média de crescimento de 1,4% dessa área nos úlitmos cinco anos. Mesmo com o desaquecimento dos Estados Unidos, um euro mais forte e o aumento dos impostos na Alemanha, que podem frear o crescimento da região no ano que vem, a maioria dos observadores espera uma expansão em torno de 2%. É uma boa notícia para investidores americanos e asiáticos.

"Não está acontecendo nenhum milagre na Europa. Essa recuperação era esperada", diz Jean-Philippe Cotis, economista chefe da OCDE. Segundo ele, a longa desaceleração da economia fez com que os europeus poupassem, criando uma demanda que está sendo liberada à medida em que a confiança retorna gradualmente.

O continente ainda depende de reformas estruturais. Muito do bom desempenho deste ano deve-se à Alemanha. Medidas dolorosas para aumentar a eficiência e a produtividade colocaram a indústria alemã - especialmente no setor de máquinas, peças e outros equipamentos industriais - em forte posição para explorar o recente boom do comércio mundial. Enquanto isso, as empresas francesas e italianas ainda lutam para lidar com a competição global. Mudanças nas leis trabalhistas indicadas por economistas não estão na agenda desses governos porque ainda são impopulares. Os gastos trabalhistas na Alemanha caem, em média, cerca de 1% ao ano desde 2000, mas aumentaram quase 4% ao ano na Itália, no mesmo período.

Mesmo assim, todos os países puderam aproveitar a boa fase das exportações. "A recuperação na Alemanha está carregando a Itália e ajudando a França", afirma Cotis. Nesses países, as fortes exportações têm ajudado as empresas a aumentar o investimento.

Graças à permanência de problemas estruturais, a zona euro é capaz de manter uma taxa de crescimento de apenas 2% ao ano, estima a OCDE. A economia dos Estados Unidos pode segurar esse valor próximo dos 3%.

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