Além do Reino Unido: quais são os 15 países em que Charles III será rei?

Além do Reino Unido, a rainha Elizabeth II era monarca de outros 14 países, como Austrália e Canadá. O cargo passará a seu filho, Charles III
Elizabeth II e Charles III (foto de arquivo): novo rei britânico será chefe de Estado de 15 países ao todo (VICTORIA JONES/POOL/AFP/Getty Images)
Elizabeth II e Charles III (foto de arquivo): novo rei britânico será chefe de Estado de 15 países ao todo (VICTORIA JONES/POOL/AFP/Getty Images)
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Da Redação

Publicado em 08/09/2022 às 18:27.

Última atualização em 09/09/2022 às 17:07.

Na ocasião de sua morte nesta quinta-feira, 8, a rainha Elizabeth II era monarca não só do Reino Unido, mas de uma série de outros países que eram antigas colônias e onde os laços com a monarquia britânica foram mantidos nas constituições locais.

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A coroa passa agora ao novo monarca, o rei Charles III, primogênito da rainha.

Charles III será chefe de Estado de 15 localidades, incluindo o Reino Unido. Os países ficam na Oceania, América Central e América do Norte (caso do Canadá), além da Europa (caso do Reino Unido). São eles:

  • Reino Unido (composto por Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda do Norte);
  • Antígua e Barbuda;
  • Austrália;
  • Bahamas;
  • Belize;
  • Canadá;
  • Granada;
  • Jamaica;
  • Nova Zelândia;
  • Papua-Nova Guiné;
  • Ilhas Salomão;
  • Santa Lúcia;
  • São Cristóvão e Neves;
  • Tuvalu.

Os países do grupo são chamados "reinos do Commonwealth" (Comunidade das Nações) e faziam parte do antigo Império Britânico.

Ao atingirem sua independência ao longo dos anos, passaram a não ser mais controlados pela Coroa, embora tenham mantido a monarquia na figura da rainha britânica.

Nas últimas décadas, uma série de países optou por deixar o status de reinos do Commonwealth. O caso mais recente é Barbados, na América Central, que se tornou uma república em 2021 após 400 anos sob a Coroa britânica. Na ocasião, Barbados também nomeou a cantora Rihanna, nascida na ilha, como heroína nacional.

A Austrália, por sua vez, fez em 1999 um referendo sobre permanecer ou não como um reino do Commonwealth, mas a saída foi rejeitada. O "não" ganhou com quase 55% dos votos, e o país seguiu tendo a rainha Elizabeth II como monarca e chefe de Estado.

Commonwealth e queda do Império Britânico

No auge, nos anos 1910 e antes das guerras mundiais, o Império Britânico chegou a ter mais de 400 milhões de pessoas, superior a 20% da população mundial. Mas o poderio britânico começou a se deteriorar sobretudo após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Quando Elizabeth II chegou ao trono, em 1952, a Índia, maior das colônias do Império Britânico, já havia obtido a Independência, em 1947.

Hoje, além dos reinos independentes ligados à Coroa, a Comunidade das Nações tem ao todo 53 países associados. Quase todos são ex-colônias britânicas e a maioria é hoje uma república, já não tendo mais a rainha Elizabeth II como chefe de Estado. Nesse caso, Charles III terá ainda o cargo de novo "chefe de Estado da Comunidade das Nações", que os países afirmam ser "um símbolo de sua livre associação".

Rei como chefe de Estado

Mesmo nos países que mantiveram a monarquia britânica, a rainha Elizabeth II era somente chefe de Estado, assim como também será o rei Charles III.

Decisões políticas, econômicas e outras ficam a cargo dos próprios governantes locais, na figura de um chefe de Governo (primeiro-ministro ou presidente, a depender das leis específicas de cada país), além dos Parlamentos, eleitos por voto popular.

No Reino Unido, por exemplo, o governo cabe a um primeiro-ministro. O premiê é o líder do partido (Conservador à direita ou Trabalhista à esquerda) que obtiver o maior número de cadeiras no Parlamento, nas eleições gerais.

Durante os 70 anos de reinado da rainha Elizabeth II, passaram pelo governo britânico 15 primeiros-ministros. A última delas a nova mandatária britânica, Liz Truss, que se encontrou com Elizabeth apenas dois dias antes de sua morte para dar início a seu governo. Truss é do Partido Conservador e assume o cargo após vencer votação interna do partido, com a saída do então premiê, Boris Johnson

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