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Congresso dos EUA chega a acordo para presos de Guantánamo

O pré-acordo assentaria o caminho para que cerca de 80 dos 162 presos sejam transferidos para outros países


	Bandeira dos Estados Unidos na base naval de Guantánamo: a maior dificuldade para conseguir o fechamento da prisão na atualidade está nos cerca de 48 detidos que não podem ser libertados
 (Chantal Valery/AFP)

Bandeira dos Estados Unidos na base naval de Guantánamo: a maior dificuldade para conseguir o fechamento da prisão na atualidade está nos cerca de 48 detidos que não podem ser libertados (Chantal Valery/AFP)

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Da Redação

Publicado em 10 de dezembro de 2013 às 06h37.

Washington - Os dirigentes dos comitês das Forças Armadas de ambas as câmaras do Congresso dos Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira um pré-acordo para facilitar as condições da mudança dos presos de Guantánamo para outros países, dentro de um projeto de lei orçamentária para a Defesa.

Esse pré-acordo assentaria o caminho para que cerca de 80 dos 162 presos que permanecem em Guantánamo, sejam transferidos para outros países.

No entanto, o pré-acordo mantém a proibição da transferência de detidos para que sejam julgados em território americano e da construção de novas instalações para alojá-los.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se comprometeu em maio a traçar um plano para a transferência dos presos para países que já deram sinal verde para recebê-los. Mais da metade dos detentos de Guantánamo está nessa situação.

Em novembro, o Senado rejeitou uma emenda que pretendia facilitar a mudança de presos de Guantánamo para o território americano para julgamento ou para terceiros países para sua libertação.

O secretário de Defesa americano, Chuck Hagel, estimou recentemente que cada preso de Guantánamo custará US$ 2,7 milhões ao país neste ano, enquanto um réu em uma prisão federal de segurança máxima custa US$ 34 mil.

Obama começou sua Presidência em 2009 com a promessa de fechar a prisão e julgar seus detidos em tribunais federais dos EUA.

A maior dificuldade para conseguir esse fechamento na atualidade está nos cerca de 48 detidos que não podem ser libertados, pois representam sério perigo para a segurança nacional, nem julgados porque não existem provas suficientes contra eles ou são evidências conseguidas mediante sessões de tortura. 

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