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Cidades do Egito têm confrontos durante passeatas pró-Mursi

Na capital, apoiadores de Mursi entraram em conflito com a polícia na rua que leva às pirâmides de Giza

Protestos no Egito: milhares de apoiadores da Irmandade Muçulmana marchavam por subúrbio do Cairo nesta sexta-feira em direção ao local do antigo acampamento de protesto (Amr Abdallah Dalsh/Reuters)

Protestos no Egito: milhares de apoiadores da Irmandade Muçulmana marchavam por subúrbio do Cairo nesta sexta-feira em direção ao local do antigo acampamento de protesto (Amr Abdallah Dalsh/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 4 de outubro de 2013 às 12h13.

Cairo - Confrontos ocorreram no Cairo e em diversas cidades egípcias nesta sexta-feira durante passeatas de protesto organizadas por apoiadores do presidente deposto do Egito Mohamed Mursi e de sua Irmandade Muçulmana, informaram fontes de segurança e a mídia estatal.

Na capital, apoiadores de Mursi entraram em conflito com a polícia na rua que leva às pirâmides de Giza. Confrontos também ocorreram entre apoiadores e opositores de Mursi em Alexandria e em duas outras cidades no delta do Nilo.

Em desafio à repressão, milhares de apoiadores da Irmandade Muçulmana no Egito marchavam através de um subúrbio do Cairo nesta sexta-feira em direção ao local do antigo acampamento de protesto dispersado por forças de segurança em agosto, disse uma testemunha à Reuters.

Soldados e policiais intensificaram sua presença em torno da mesquita Rabaa al-Adaweya, onde existiu este ano a maior de duas vigílias de manifestantes no Cairo, enquanto a passeata se aproximava, noticiou a agência de notícias estatal.

O Egito entrou em agitação política e econômica desde que o chefe do Exército, general Abdel Fattah al-Sisi, derrubou o presidente islâmico Mursi, o primeiro presidente escolhido em eleições livres no país, em 3 de julho, após imensos protestos contra o seu governo.

Centenas de pessoas foram mortas quando as forças de segurança dispersaram as vigílias da Irmandade Muçulmana em agosto.

Os manifestantes gritavam nesta sexta-feira palavras de ordem pedindo a queda de Sisi e agitavam bandeiras do Egito.

A Irmandade enfrenta uma das mais duras repressões em seus 85 anos de história. Centenas de simpatizantes foram mortos por forças de segurança e os principais líderes foram presos. Mas pequenos protestos ainda acontecem.

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