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China tentou hackear EUA mesmo após acordo, diz empresa

Hackers associados ao governo chinês tentaram invadir pelo menos sete empresas americanas mesmo após acordo, segundo a CrowdStrike


	Hacker: CrowdStrike disse que o software que instalou em cinco empresas tecnologia dos EUA e duas empresas farmacêuticas detectou e repeliu os ataques
 (foto/Reprodução)

Hacker: CrowdStrike disse que o software que instalou em cinco empresas tecnologia dos EUA e duas empresas farmacêuticas detectou e repeliu os ataques (foto/Reprodução)

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Da Redação

Publicado em 19 de outubro de 2015 às 17h46.

Hackers associados ao governo chinês tentaram invadir pelo menos sete empresas norte-americanas nas últimas três semanas desde que Washington e Pequim concordaram em não espionar um ao outro por motivos comerciais, de acordo com uma proeminente empresa de segurança dos Estados Unidos.

A CrowdStrike disse que o software que instalou em cinco empresas tecnologia dos EUA e duas empresas farmacêuticas detectou e repeliu os ataques que começaram em 26 de setembro.

Em 25 de setembro, o presidente Barack Obama disse que havia fechado acordo com o presidente Xi Jinping de que nenhum dos governos apoiaria intencionalmente roubos de segredos corporativos para apoiar negócios domésticos. O acordo não chegou a restringir a espionagem para obter segredos dos governos, incluindo aqueles mantidos por empreiteiros privados.

O cofundador do CrowdStrike Dmitri Alperovitch disse em uma entrevista que acreditava que os hackers que atacaram as sete empresas estavam associados ao governo chinês baseado em parte nos servidores e softwares que utilizaram.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Hua Chunying repetiu que o governo chinês se opõe a todas as formas hackear ou roubar segredos comerciais. "Ataques de hackers na Internet estão marcados por sua natureza secreta e transgressora", disse ela, em uma entrevista com jornalistas.

Uma autoridade sênior da administração Obama disse que o governo estava ciente das descobertas da CrowdStrike mas não quis abordar as conclusões da empresa.

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