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China renuncia ao tratamento especial nas negociações da OMC

Primeiro-ministro chinês Li Qiang afirmou que país não pedirá mais benefícios dos acordos da Organização Mundial do Comércio para países em desenvolvimento

AFP
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Agência de notícias

Publicado em 24 de setembro de 2025 às 09h07.

A China não buscará um tratamento especial ou diferenciado, um privilégio concedido a países em desenvolvimento, nas conversas atuais e futuras da Organização Mundial do Comércio (OMC), informou nesta terça-feira (23) a agência oficial de notícias chinesa, Xinhua.

Ao fazer o anúncio, o primeiro-ministro Li Qiang disse que a China, a segunda maior economia do mundo, tomou essa decisão como um "grande país em desenvolvimento e responsável". As declarações foram feitas em uma reunião de alto nível à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Tratamento especial para países em desenvolvimento

Os acordos da OMC preveem disposições que concedem aos países em desenvolvimento direitos especiais, incluindo tratamento favorável por parte dos demais membros. Esse tratamento inclui prazos mais longos para implementar compromissos e medidas diante de outros países.

No entanto, alguns países ricos, entre eles os Estados Unidos, já afirmaram no passado que a China não deveria continuar sendo classificada como país em desenvolvimento.

Na OMC, cada país decide se deseja se beneficiar do status de país em desenvolvimento.

Decisão histórica da OMC

A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, anunciou nesta terça-feira que, de acordo com Li, "a China não continuará tendo acesso ao tratamento especial e diferenciado dos novos acordos da OMC". Ela elogiou a decisão como uma notícia "importante para a reforma da OMC" e acrescentou que trata-se da "culminação de muitos anos de trabalho árduo", em mensagem publicada nas redes sociais.

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