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China empresta US$251 mi à Bolívia para construção de satélite

China Great Wall Industry Corp construirá o satélite a um custo de 295 milhões de dólares. O governo da Bolívia financiará o valor remanescente

O satélite deverá ser lançado nos próximos três anos (Anderson Schneider)

O satélite deverá ser lançado nos próximos três anos (Anderson Schneider)

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Da Redação

Publicado em 17 de julho de 2012 às 18h26.

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La Paz - O banco de desenvolvimento da China emprestará 251 milhões de dólares à Bolívia para o financiamento do primeiro satélite de comunicações do país, de acordo com um contrato assinado pelos dois países na quinta-feira.

A China Great Wall Industry Corp construirá o satélite a um custo de 295 milhões de dólares. O governo da Bolívia financiará o valor remanescente. O satélite deverá ser lançado nos próximos três anos.

Os laços entre os dois países melhoraram no governo do presidente socialista da Bolívia, Evo Morales, o primeiro líder indígena do país. O país andino é um parceiro natural para a China, nação ávida por commodities.

"Essa é a primeira cooperação de alta tecnologia entre os dois países... e acredito que nossas relações terão um futuro radiante", disse o embaixador da China na Bolívia, Shen Zhiliang, durante a cerimônia de assinatura.

O satélite será usado para serviços de comunicações e de transmissão, assim como para projetos de educação a distância e de telemedicina, de acordo com um comunicado da companhia.

Ele será batizado de Tupac Katari, em homenagem a um índio que liderou um levante contra os conquistadores espanhóis no século 18.

O papel cada vez maior da China na Bolívia marca uma guinada no país latino-americano, que por décadas dependeu da assistência norte-americana.

Na América do Sul, apenas Brasil, Argentina e Venezuela têm satélites de comunicação próprios em órbita.

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