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Câmara dos EUA aprova projeto de lei de seguro do Sandy

Medida permite que programa de seguro contra enchente continue atendendo a reivindicações de proprietários afetados pelo desastre


	Moradora caminha depois de voltar de sua casa destruída em Bay Head, Nova Jersey: pacote de ajuda a proprietários conta com 60 bilhões de dólares
 (Getty Images/ Mario Tama)

Moradora caminha depois de voltar de sua casa destruída em Bay Head, Nova Jersey: pacote de ajuda a proprietários conta com 60 bilhões de dólares (Getty Images/ Mario Tama)

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Da Redação

4 de janeiro de 2013, 17h54

Washington - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira um fundo inicial federal para as vítimas da supertempestade Sandy de 9,7 bilhões de dólares, com os deputados de Nova York e Nova Jersey ainda irritados com o atraso na votação sobre o resto do pacote de ajuda de 60 bilhões de dólares.

A votação de 354 a 67 vai manter o Programa Nacional de Seguro contra Enchente solvente e capaz de continuar pagando as reivindicações de milhares de proprietários que sofreram danos nas zonas costeiras de Nova York, Nova Jersey e Connecticut.

A medida ainda deve receber a aprovação do Senado, onde um assessor democrata disse que o líder da maioria no Senado, Harry Reid, esperava aprová-lo por unanimidade.

O presidente da Câmara, John Boehner, recebeu críticas no início desta semana de companheiros republicanos quando cancelou uma votação na Casa sobre o pacote total de ajuda de 60,4 bilhões de dólares aprovado pelo Senado.

A frustração continuou em ambos os partidos na sexta-feira, enquanto parlamentares diziam que a injeção de recursos no seguro de enchente pouco faria para ajudar a maior parte dos que sofreram mais de dois meses depois da devastadora tempestade de 29 de outubro.

"Levou apenas 10 dias depois do Katrina para o presidente Bush assinar a ajuda do Katrina de 60 bilhões de dólares", disse o deputado democrata de Nova Jersey Bill Pascrell, referindo-se ao furacão de 2005 que devastou a Costa do Golfo.

"Como vocês se atrevem a vir até esse andar e fazer as pessoas acharem que tudo está ok?"