Mundo

Ataque na Síria sem permissão será agressão, diz Rússia

A Rússia advertiu que qualquer ataque americano contra o Estado Islâmico na Síria sem autorização será tratado como agressão


	Membros do EI: Obama anunciou que estenderá à Síria campanha de ataques contra EI
 (AFP)

Membros do EI: Obama anunciou que estenderá à Síria campanha de ataques contra EI (AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 11 de setembro de 2014 às 12h53.

Priorizar nos meus resultados Google

Moscou - A Rússia advertiu que qualificará como "ato de agressão" qualquer ataque aéreo dos Estados Unidos contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em território sírio sem a prévia autorização do governo da Síria ou do Conselho de Segurança da ONU, segundo declarou nesta quinta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Lukashevich.

O diplomata russo afirmou que "há fundamentos para pensar que em tal caso as forças governamentais sírias também podem ser atacadas, com a consequente escalada de tensão" em toda a região.

Em pronunciamento na televisão, o presidente americano, Barack Obama, anunciou na noite de quarta-feira que estenderá à Síria sua campanha de ataques aéreos contra o EI.

A mudança de posição dos EUA ocorre um ano depois de Obama indicar que seu governo não interviria na guerra civil da Síria com bombardeiros contra posições do regime, apesar do uso de armas químicas por parte das forças do presidente Bashar al Assad.

Obama assegurou que reuniu apoios internacionais suficientes para liderar uma "ampla coalização" que permita "destruir" o EI, esforço que "levará tempo" e que representa risco aos militares que atuarão na ação.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosÁsiaEstados Unidos (EUA)EuropaSíriaEstado IslâmicoRússia

Mais de Mundo

Brics pede cautela no Oriente Médio, enquanto China tenta transformar bloco em mediador da crise

Trump diz que houthis pediram que EUA não intervenham no conflito no Iêmen

Forças do Iêmen dizem ter atacado houthis perto do Estreito de Bab el-Mandeb

Brics na Índia: por que o dólar está no centro da disputa entre os países do bloco