Mundo

Argélia rejeita assassino de Toulouse

O argelino que matou quatro pessoas em uma escola judaica será enterrado na França

Merah foi morto na quinta-feira da semana passada após passar 32 horas cercado em sua casa em Toulouse (sul da França) (France2/AFP)

Merah foi morto na quinta-feira da semana passada após passar 32 horas cercado em sua casa em Toulouse (sul da França) (France2/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 29 de março de 2012 às 09h25.

Paris - Mohammed Merah, o assassino confesso de sete pessoas que foi morto na semana passada pela polícia francesa, será enterrado na França após a Argélia rejeitar que ele seja sepultado em sua localidade de origem, Bezzaz.

O reitor da Grande Mesquita de Paris, Dalil Bubaker, disse nesta quinta-feira na emissora 'France Info' que estava previsto que Merah, francês de origem argelina, fosse enterrado em Bezzaz, ao sul de Argel.

O conselheiro de Bubaker, Abdullah Zekri, acrescentou que o enterro devia acontecer 'nas próximas 24 horas com a mais estrita discrição', mas segundo a emissora, a Argélia decidiu rejeitar a mudança do corpo 'por motivos de segurança'.

Merah foi morto na quinta-feira da semana passada após passar 32 horas cercado em sua casa em Toulouse (sul da França). A mudança de seu corpo à Argélia estava prevista para esta manhã, mas a família recebeu a recusa do consulado argelino.

O corpo já se encontrava no aeroporto de Toulouse e seu enterro deve acontecer agora nas proximidades dessa cidade, acrescentou a emissora, segundo a qual o sepultamento também terá a maior discrição possível.

Merah, de 23 anos, matou a tiros três militares, além de três crianças e um professor de um colégio judeu. As mortes aconteceram em Montauban e Toulouse. 

Acompanhe tudo sobre:Países ricosEuropaFrançaÁfricaMortesCrimeArgélia

Mais de Mundo

Putin diz que Rússia apoiará qualquer saída para encerrar crise nuclear no Irã

Acidente com Boeing 787 em Frankfurt deixa tripulantes feridos

Kim defende expansão "exponencial" do arsenal atômico da Coreia do Norte

CEO é preso em mansão de R$ 175 milhões nos EUA por suspeita de envio de tecnologia ao Irã