Mundo

Arábia Saudita sediará cúpula contra jihadistas

Governos dos Estados Unidos, da Turquia e de vários países árabes se reunirão na Arábia Saudita para analisar a situação do terrorismo na região


	Combatentes do Estado Islâmico: reunião visa combater o avanço do EI
 (AFP)

Combatentes do Estado Islâmico: reunião visa combater o avanço do EI (AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de setembro de 2014 às 09h12.

Riad - Os governos dos Estados Unidos, da Turquia e de vários países árabes se reunirão na próxima quinta-feira na Arábia Saudita para analisar a situação do terrorismo na região, assim como formas de combater o avanço de grupos extremistas como o Estado Islâmico (EI).

A agência saudita de notícias SPA informou que a reunião será realizada na cidade meridional de Jidá e contará com a participação de representantes dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), além de Estados Unidos, Egito, Jordânia e Turquia.

Segundo anunciou ontem a Casa Branca, o secretário de Estado americano, John Kerry, marcará presença na reunião de Jidá em meio a suas visitas à Jordânia e Arábia Saudita, na qual busca construir uma coalizão mundial contra o EI.

Embora a agência saudita não tenha informado nada a respeito, espera-se que a representação dos países citados na reunião seja em nível de ministros das Relações Exteriores.

O Conselho de Cooperação do Golfo é integrado pela Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein, Omã e Catar.

A coalizão para lutar contra o EI será a "mais ampla possível" e deverá estender suas atividades durante "meses ou, inclusive, anos", explicou Kerry, que na cúpula da Otan, realizada na última semana, já manteve várias reuniões para impulsionar essa aliança.

Em relações aos participantes do encontro de Jidá, a fonte precisa que Arábia Saudita e Kuwait entrarão com respaldo financeiro, enquanto os EAU se comprometeram a lutar "contra as redes de apoio do EI e sua propaganda ideológica", embora não tenham confirmado adesão à aliança.

Recentemente, há dois dias, os ministros árabes das Relações Exteriores decidiram elevar ao máximo nível sua coordenação para enfrentar o jihadismo do EI, sem mencionar de forma explícita a aliança que pretende formar junto aos EUA com esse objetivo.

Segundo a resolução final divulgada após a reunião ministerial da Liga Árabe no Cairo, os países árabes firmaram um acordo para tomar "medidas urgentes" de defesa e segurança para "preservar a segurança nacional árabe e lutar contra os grupos terroristas extremistas".

O EI proclamou um califado islâmico nos territórios sob seu domínio entre a Síria e o Iraque, enquanto a aviação dos EUA segue bombardeando as estruturas do grupo nesse último país.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosEstados Unidos (EUA)Estado IslâmicoOriente MédioArábia SauditaIslamismo

Mais de Mundo

Trump mira parceria com gigantes da IA para manter liderança dos EUA

Israel bombardeia o sul do Líbano após Hezbollah rejeitar trégua mediada pelos EUA

Payroll registra 172 mil vagas de trabalho nos EUA em maio, o dobro do esperado

Jovens latino-americanos vinculam democracia a resultados concretos, diz pesquisa