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Após acidente, Trump ordena revisão de protocolo aéreo e mudanças de contratação feitas com Biden

Presidente concedeu uma entrevista coletina na quinta-feira, onde falou com mais detalhes sobre a colisão entre avião e helicóptero militar

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 31 de janeiro de 2025 às 06h48.

Última atualização em 31 de janeiro de 2025 às 06h52.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira, 30, uma ordem executiva visando uma revisão das mudanças de contratação e protocolo feitas sob o comando de seu antecessor, Joe Biden, depois de sugerir que elas causaram o acidente aéreo de ontem em Washington.

A ordem também tem como objetivo “tomar as medidas corretivas necessárias para alcançar uma segurança aérea intransigente, incluindo a substituição de qualquer pessoa que não atenda aos padrões de qualificação”.

“Essa revisão incluirá uma avaliação sistemática de qualquer deterioração nos padrões de contratação e nos padrões e protocolos de segurança da aviação durante o governo Biden”, diz o documento.

Ontem, um avião comercial com 60 passageiros e quatro tripulantes colidiu com um helicóptero militar com três pessoas a bordo, pouco antes de pousar no aeroporto Ronald Reagan, em Washington. As duas aeronaves caíram no rio Potomac, e as autoridades descartaram a possibilidade de sobreviventes.

“As famílias americanas acordaram hoje sem seus entes queridos após o que deveria ter sido uma viagem de rotina, e toda a nação lamenta a perda das vítimas. Esse evento chocante ocorre após decisões preocupantes e provavelmente ilegais durante os governos de (Barack) Obama e Biden, que minimizaram o mérito e a competência da FAA”, disse.

Embora os investigadores ainda não saibam as causas do acidente, Trump culpou as políticas dos governos de Obama (2009-2017) e Biden durante uma entrevista coletiva, alegando que os programas de diversidade, equidade e inclusão que eles promoveram reduziram os padrões de contratação de controladores de tráfego aéreo.

“O governo Obama implementou um questionário biográfico na FAA para desviar o foco da contratação da aptidão objetiva”, diz a ordem de Trump, enfatizando que durante seu primeiro mandato (2017-2021) ele elevou os padrões.

O documento também alega que o governo Biden “rejeitou flagrantemente a contratação baseada no mérito, exigindo que todos os departamentos e agências executivas implementassem táticas perigosas de ‘diversidade, equidade e inclusão’ e recrutassem especificamente pessoas com deficiências intelectuais ‘graves’”.

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