Mundo

Apagão em Buenos Aires afeta um milhão de pessoas durante onda de calor

Pico da interrupção durou quase quatro horas, com temperaturas próximas aos 30°C durante a noite

A pressão sobre a rede elétrica deve continuar nesta quarta-feira, 31 (Luis Robayo/AFP)

A pressão sobre a rede elétrica deve continuar nesta quarta-feira, 31 (Luis Robayo/AFP)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 31 de dezembro de 2025 às 13h27.

Cerca de um milhão de usuários perderam o fornecimento de energia elétrica em Buenos Aires e região metropolitana na madrugada desta quarta-feira em razão de problemas de tensão na rede. A falha ocorreu em meio a elevada demanda provocada pelo calor intenso do verão no hemisfério sul.

De acordo com o órgão regulador de eletricidade, o pico da interrupção durou quase quatro horas, com temperaturas próximas aos 30°C durante a noite.

A concessionária privada Edesur informou que o serviço foi restabelecido gradualmente. Ao meio-dia desta quarta-feira, apenas alguns milhares de usuários ainda permaneciam sem abastecimento.

Impactos e protestos

O apagão deixou o emblemático Obelisco de Buenos Aires na penumbra e atingiu ampla área do cinturão metropolitano que circunda a capital argentina.

A falha no fornecimento aconteceu simultaneamente ao anúncio de novos reajustes nas tarifas de energia elétrica, que subirão 2% a partir de 1º de janeiro. Em bairros de classe média da capital, grupos de moradores e comerciantes protestaram batendo panelas nas esquinas.

Onda de calor continua

A Edesur declarou ter mobilizado "uma operação especial para atender às falhas relacionadas à alta demanda devido à onda de calor na véspera do Ano Novo".

A pressão sobre a rede elétrica deve continuar nesta quarta-feira. O serviço meteorológico nacional prevê temperaturas de 38°C na capital argentina e arredores.

Acompanhe tudo sobre:Buenos AiresArgentinaApagãoEnergia elétrica

Mais de Mundo

Venezuela: Guterres, da ONU, pede respeito à independência dos países

'Ação contra Maduro é grande ameaça para a América Latina', diz China

Sem citar EUA, presidente chinês critica ‘intimidação hegemônica’

Presidente colombiano diz que voltará a 'pegar em armas' após ameaças de Trump