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6 pontos para entender a decisiva Super Terça

A corrida presidencial pela Casa Branca vive um momento decisivo hoje com 13 estados e um território realizando suas prévias. Entenda o que isso significa

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	Eleitores votam nas prévias dos partidos: 13 estados e um território conduzem nesta terça o processo eleitoral que ajudará a definir os candidatos à presidência dos EUA
 (Getty Images)

Eleitores votam nas prévias dos partidos: 13 estados e um território conduzem nesta terça o processo eleitoral que ajudará a definir os candidatos à presidência dos EUA (Getty Images)

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Gabriela Ruic

Publicado em 1 de março de 2016 às, 14h18.

São Paulo – A corrida presidencial dos Estados Unidos vive hoje um momento decisivo com a Super Terça, quando 13 estados americanos e um território realizam as suas primárias partidárias e os pré-candidatos vencedores reforçam suas posições em busca da nomeação oficial de seus partidos ao pleito final em 8 de novembro e no qual será escolhido o sucessor de Barack Obama.

EXAME.com conversou com Márcio Coimbra, coordenador do MBA de Relações Institucionais do Ibmec e diretor do Comitê de Política Acadêmica do Institute of World Politics (EUA), e selecionou alguns pontos essenciais sobre esse que é o maior evento da temporada de prévias de 2016. Confira abaixo:

O que é a Super Terça?

Para entender o que é a Super Terça, é necessário, antes, compreender o funcionamento geral das eleições americanas, uma das mais complexas do mundo.

Antes da eleição geral, na qual se elege o presidente, os estados primeiro precisam definir os delegados. São essas figuras que vão mais tarde votar no candidato de sua preferência durante as convenções nacionais dos partidos no meio do ano e das quais resultam as nomeações formais.

Para a escolha desses delegados, são realizadas as prévias. Aqui, são duas as possibilidades: eleições primárias ou o caucus.

Nas eleições primárias, os vencedores são eleitos com base na quantidade de votos nas urnas. O que varia de estado para estado, neste caso, é que os eleitores podem ser pessoas do povo ou apenas filiados dos partidos. Já o caucus são espécies de reuniões comunitárias, nas quais os eleitores debatem sobre os candidatos e escolhem os delegados.

Partidos e estados têm suas formas de contabilizar os delegados que o candidato vencedor terá. Em linha gerais, os democratas conferem delegados de forma proporcional à percentagem de votos recebidos. Entre os republicanos, as regras novamente variam: há estados que concedem proporcionalmente e outros que atribuem ao vencedor a totalidade de delegados de uma seção eleitoral.

Alguns estados se antecipam e conduzem as prévias antes da maioria, como foi o caso dos estados de Iowa, New Hampshire, Carolina do Sul e Nevada. Mas é na Super Terça que uma quantidade maior de estados realiza suas prévias e é por isso que ela é um termômetro importante de como os partidos vão reagir em suas convenções.

Quantos estados estão participando?

A Super Terça é realizada nos estados de Alabama, Alasca, Arkansas, Colorado, Georgia, Massaschussetts, Minnesota, Oklahoma, Tennessee, Texas, Vermont, Virginia, Wyoming. Acontece ainda no território Samoa Americana.

Quais pré-candidatos estão na disputa?

Do lado do Partido Republicano, os pré-candidatos são o empresário Donald Trump, o senador da Flórida Marco Rubio, o senador do Texas Ted Cruz, o governador de Ohio John Kasich e o neurocirurgião Ben Carson. Já no Partido Democrata, disputam as prévias a ex-Secretária de Estado Hillary Clinton e o senador de Vermont Bernie Sanders.

Quem é o favorito entre os Republicanos?

Na visão de Coimbra, o favorito é Donald Trump. “Em todos os lugares do mundo, temos um forte sentimento apolítico florescendo e Trump vende esse discurso, esse ranço que a população hoje tem em relação à política tradicional”, considera.

Trump tem ganhado a atenção por seus posicionamentos polêmicos especialmente no que diz respeito aos imigrantes mexicanos. Por essa razão, Coimbra enxerga que mesmo que ele se consagre como vencedor nessas prévias, o Partido Republicano deve manobrar para impedir a sua candidatura oficial pelo partido.

“A indicação de Trump seria um desastre e as chances de ele vencer as eleições gerais são pequenas”, opina Coimbra. Isso porque o voto das minorias tem ganhado cada vez mais peso no processo eleitoral americano. E é justamente esse voto que Trump tem afastado de seu nome, contrariando outros candidatos como Marco Rubio e Ted Cruz, ambos de ascendência cubana.

Quem é o favorito entre os Democratas?

Apesar da aparente acelerada e atenção que o socialista Bernie Sanders conseguiu nas últimas semanas, entre os democratas, Hillary deve ser a grande vencedora da Super Terça.

Segundo Coimbra, o fato de ela ser uma candidata mulher a aproxima das minorias, além disso, explica, ela tem o controle da máquina partidária seu nome é uma forte influência dentro do partido. Nesse momento decisivo, tudo isso conspira em seu favor. “Só um candidato com o peso de Barack Obama seria forte o suficiente para retirar de Hillary a indicação democrata”.

O que a Super Terça pode significar para os vencedores?

A importância da Super Terça é a de trazer maior clareza às disputas dentro dos partidos e, consequentemente, um momento político mais positivo aos candidatos que se consagrarem vencedores.

Para Coimbra, é aqui que veremos a capacidade de articulação dos candidatos. “É o turning point (momento decisivo) que definirá quem seguirá em frente e quem ficará de fora da disputa pela Casa Branca.

De acordo com Stephanie Coldon, correspondente política da rede de notícias americana CBS, com a intensificação da corrida à presidência, os candidatos terão cada vez menos tempo de estar cara a cara com seus eleitores. A vitória, portanto, será bem vista entre os votantes, que estarão ainda mais propensos a basearem suas escolhas naquilo que enxergam nas manchetes e propagandas.

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