Mercado Imobiliário

Como funciona a compra de imóveis em leilão na prática

Edital, dívidas associadas e situação de ocupação do imóvel são pontos essenciais na avaliação dos imóveis em leilão

Além do lance, compradores precisam considerar taxas, custos legais e possíveis despesas extras (PAULO GUERETTA / GOVERNO DO ESTADO DE SP/Flickr)

Além do lance, compradores precisam considerar taxas, custos legais e possíveis despesas extras (PAULO GUERETTA / GOVERNO DO ESTADO DE SP/Flickr)

Publicado em 3 de abril de 2026 às 08h00.

A compra de imóveis em leilão atrai investidores em busca de preços abaixo do mercado. Casas, apartamentos e terrenos podem ser vendidos dessa forma quando há dívidas, financiamentos não pagos ou processos judiciais.

Embora o modelo possa oferecer oportunidades, esse tipo de aquisição exige atenção a regras específicas e riscos adicionais.

Os leilões judiciais e extrajudiciais seguem procedimentos formais definidos por lei e os interessados precisam analisar o edital antes da participação.

O que são leilões de imóveis e por que eles acontecem

Os leilões de imóveis ocorrem quando um bem precisa ser vendido para quitar dívidas ou cumprir decisões judiciais. Isso pode acontecer, por exemplo, em casos de inadimplência em financiamentos imobiliários ou execuções judiciais.

Existem dois tipos principais:
  • Leilão judicial - determinado por decisão de um tribunal;
  • Leilão extrajudicial - realizado por bancos em casos de inadimplência de financiamento.

Como funciona o processo de compra em leilão

O processo começa com a publicação de um edital que descreve o imóvel, as condições de venda e as regras do leilão.

Em geral, os passos incluem:
  1. Analisar o edital e documentos do imóvel;
  2. Realizar cadastro na plataforma de leilão;
  3. Participar da disputa de lances;
  4. Pagar o valor arrematado e taxas adicionais.

Caso o participante ofereça o maior lance e cumpra as condições do edital, ele se torna o arrematante do imóvel.

Quais são os principais riscos desse tipo de investimento

Um dos principais riscos é a possibilidade de o imóvel ainda estar ocupado. Em alguns casos, o comprador precisa iniciar um processo judicial para obter a posse.

Também podem existir dívidas associadas ao imóvel, como taxas de condomínio ou impostos, dependendo do que estiver previsto no edital.

Por isso, especialistas recomendam leitura cuidadosa da documentação.

Custos que muita gente não considera ao comprar em leilão

Além do valor do lance, outros custos podem surgir:

  • Comissão do leiloeiro;
  • Despesas de registro e escritura;
  • Eventuais dívidas do imóvel;
  • Custos jurídicos para desocupação.

Esses valores devem ser considerados no cálculo de rentabilidade do investimento.

Para quem esse tipo de compra costuma valer a pena

A compra de imóveis em leilão costuma atrair investidores que buscam oportunidades de valorização ou revenda.

Especialistas do mercado imobiliário apontam que esse modelo tende a ser mais adequado para quem possui experiência, capacidade de análise documental e disponibilidade financeira para lidar com eventuais imprevistos.

Quando bem analisado, o leilão pode representar uma alternativa de investimento. No entanto, o processo exige planejamento e avaliação cuidadosa de riscos antes da compra.

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