• AALR3 R$ 19,70 -0.25
  • AAPL34 R$ 73,76 0.27
  • ABCB4 R$ 17,02 3.28
  • ABEV3 R$ 14,74 0.34
  • AERI3 R$ 3,94 -10.05
  • AESB3 R$ 10,82 0.84
  • AGRO3 R$ 31,64 0.09
  • ALPA4 R$ 21,47 -1.01
  • ALSO3 R$ 20,22 1.76
  • ALUP11 R$ 26,38 0.73
  • AMAR3 R$ 2,48 4.20
  • AMBP3 R$ 30,37 2.50
  • AMER3 R$ 23,07 -2.49
  • AMZO34 R$ 72,52 1.38
  • ANIM3 R$ 5,71 2.88
  • ARZZ3 R$ 82,44 -0.40
  • ASAI3 R$ 15,89 3.38
  • AZUL4 R$ 22,11 4.00
  • B3SA3 R$ 11,92 2.32
  • BBAS3 R$ 36,41 2.80
  • AALR3 R$ 19,70 -0.25
  • AAPL34 R$ 73,76 0.27
  • ABCB4 R$ 17,02 3.28
  • ABEV3 R$ 14,74 0.34
  • AERI3 R$ 3,94 -10.05
  • AESB3 R$ 10,82 0.84
  • AGRO3 R$ 31,64 0.09
  • ALPA4 R$ 21,47 -1.01
  • ALSO3 R$ 20,22 1.76
  • ALUP11 R$ 26,38 0.73
  • AMAR3 R$ 2,48 4.20
  • AMBP3 R$ 30,37 2.50
  • AMER3 R$ 23,07 -2.49
  • AMZO34 R$ 72,52 1.38
  • ANIM3 R$ 5,71 2.88
  • ARZZ3 R$ 82,44 -0.40
  • ASAI3 R$ 15,89 3.38
  • AZUL4 R$ 22,11 4.00
  • B3SA3 R$ 11,92 2.32
  • BBAS3 R$ 36,41 2.80
Abra sua conta no BTG

Chinesa Huawei usa página inteira de jornal para se defender nos EUA

Gigante chinesa de telecomunicações usou Wall Street Journal para se defender
Huawei: anúncio em jornal nos EUA para se defender de acusações (Getty Images/David Becker)
Huawei: anúncio em jornal nos EUA para se defender de acusações (Getty Images/David Becker)
Por Guilherme DearoPublicado em 02/03/2019 06:00 | Última atualização em 02/03/2019 06:00Tempo de Leitura: 3 min de leitura

São Paulo - A gigante chinesa Huawei, que em 2018 conseguiu vender 200 milhões de smartphones, pretende ser líder do segmento até 2020. Atualmente, está em segundo, atrás da Apple, e domina 15% do mercado global. Mas, para atingir esse objetivo, ela vai ter que superar a barreira do mercado norte-americano, avesso aos eletrônicos chineses e cativo do iPhone.

Recentemente, os EUA vem pressionando seus aliados a adotarem medidas contra a Huawei, à sua semelhança. Os governos ocidentais temem que os aparelhos Huawei sejam uma ameaça à privacidade e à segurança nacional. Primeiro, muitos governos temem que Pequim obrigue a empresa a revelar segredos industriais e isso leve a repassar informações de terceiros.

Em segundo lugar, teme-se que o serviço de 5G oferecido pela empresa seja acessado pelo governo chinês, que usa as redes de comunicação da empresa para espionagem. A Huawei não só fabrica celulares, como também a tecnologia das redes de telecomunicações, sendo a maior do mundo nesse segmento. Ela garante que é uma empresa privada e não passa informações ao governo comunista.

Depois dos EUA proibirem a tecnologia de 5G da empresa em seu território, outros países ficaram com um pé atrás e estão reavaliando sua relação com ela, como Japão, Coreia do Sul e Alemanha. Austrália e Nova Zelândia também barraram o 5G chinês.

Diante desse mercado avesso, a Huawei decidiu abrir os cofres para comprar um espaço publicitário de peso e falar diretamente ao povo americano, sem necessidade da aprovação da Casa Branca.

Na quinta-feira (28), a marca chinesa comprou uma página inteira do prestigioso jornal The Wall Street Journal para passar uma mensagem aos americanos. "Não acredite em tudo o que você escuta. Venha nos conhecer", diz a chamada principal do anúncio.

Veja:

A carta aberta é assinada por Chaterine Chen, diretora do conselho da Huawei, e convida a imprensa americana a visitar a empresa e resolver qualquer mal entendido. Importante: confusões essas, segundo ela, criadas pelo governo americano.

"Escrevo a vocês com a esperança que possamos nos entender melhor. Em anos recentes, o governo dos EUA tem criado uma série de inverdades sobre nós", Chen escreve.

O texto elogia os EUA, ao dizer que a empresa se inspirou na paixão americana por tecnologia, inovação e desenvolvimento. Também dá suas credenciais, dizendo que opera em 170 países e provê tecnologia de redes de comunicação para três bilhões de pessoas.

O último capítulo da crise, que deve ter levado a Huawei a entender que uma carta aberta nos EUA era essencial, foi a prisão no Canadá de Meng Wanzhou, filha do fundador bilionário da empresa, Ren Zhengfei. Os EUA a acusa de fraude bancária, lavagem de dinheiro e roubo de segredos tecnológicos.

A prisão levou a uma crise diplomática entre Canadá, EUA e China, gerando represálias. A Huawei diz que as acusações dos EUA têm um objetivo protecionista e que há motivações políticas por trás.