Parque eólico: cenário de uma reflexão sobre liderança, propósito e cultura organizacional. (Getty Images/Getty Images)
Colunista
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 15h00.
A jornada começou com muitas horas de voo, depois mais horas de estrada pelo interior de Pernambuco, rumo ao Complexo Serra das Vacas, um dos ativos da Engeform. A riqueza da experiência já pôde ser vivida desde as conversas que antecederam a viagem, nos podcasts sobre filosofia e liderança que ecoavam no carro, nas reflexões sobre poder, virtudes e escolhas que não se explicam no curto prazo, mas se justificam na história.
A chegada impressiona: o parque eólico tem 92 aerogeradores e 227 MW de potência instalada. É energia limpa suficiente para abastecer uma cidade com cerca de 400 mil pessoas. É investimento robusto, risco calculado e visão de longo prazo. Mas, naquele dia, a maior lição não estava nos números nem na engenharia. Estava a 120 metros de altura, no topo de uma turbina, quando vi meu filho caminhar até a ponta da nacele, sentar-se e contemplar o horizonte com serenidade. Ali, entendi que legado não se constrói apenas em conselhos ou planos estratégicos, mas em momentos improváveis, numa estrada longa, num diálogo sobre filosofia, diante do vento que move o futuro.
Essa experiência trouxe uma reflexão essencial: liderança não é sobre poder, mas sobre responsabilidade, serviço e inspiração. É sobre formar pessoas, dar exemplo e sustentar escolhas coerentes ao longo do tempo. Por isso, uma cultura corporativa forte nasce assim, não por decreto, mas por práticas consistentes, repetidas, que refletem propósito. Quando uma organização decide investir em projetos que transformam realidades, isso só se sustenta porque há líderes que acreditam e equipes que carregam valores como ética, segurança e compromisso.
No silêncio daquela altura, percebi que propósito é o que conecta decisões empresariais ao impacto que deixamos no mundo. É o que garante que escolhas difíceis sejam feitas com convicção, mesmo quando não trazem resultados imediatos. É também o que nos move a construir não apenas megawatts, mas histórias que inspiram, culturas que permanecem e vidas que se transformam.
Como disse Peter Drucker: “A cultura come a estratégia no café da manhã.” Essa frase resume a essência do que vi naquele dia: sem cultura forte e liderança inspiradora, nenhuma estratégia se sustenta.
Portanto, para começar 2026 construindo o seu legado, confira a seguir 6 passos, frutos dessa reflexão a 120 metros de altura:
No fim, a maior potência não está na turbina, mas na capacidade de enxergar além do horizonte. Liderança é isso: criar condições para que outros vejam mais longe, para que as decisões de hoje se tornem legados amanhã. E propósito é o que dá sentido a cada passo dessa jornada.