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BTG volta com Petrobras (PETR4) em carteira recomendada acreditando em geração de caixa forte

Petrobras havia sido retirada da carteira, já que na visão dos analistas as incertezas políticas e as dúvidas sobre as alterações no Plano Estratégico da Petrobras

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Carteira recomendada: BTG volta com Petrobras (PETR4) apostando em mais risco para dezembro (luoman/Getty Images)

Carteira recomendada: BTG volta com Petrobras (PETR4) apostando em mais risco para dezembro (luoman/Getty Images)

O mercado de ações brasileiro encerrou novembro sentindo os reflexos de um cenário macroeconômico global mais otimista. O principal índice acionário da B3, o Ibovespa, ultrapassou os 127 mil pontos no fechamento da última sessão de quinta-feira, 30, registrando uma alta acumulada mensal de 12,54%, o maior ganho mensal desde novembro de 2020. Diante disso, a carteira recomendada de dezembro do BTG Pactual (mesmo grupo controlador da EXAME) adicionou mais risco ao seu portfólio e retornou com ativos que havia retirado.

“A queda das taxas de juros de 10 anos nos EUA desde o seu pico no final de outubro e as perspectivas mais favoráveis para a economia dos EUA aumentaram o apetite dos investidores globais pelo risco, com implicações positivas para o Brasil. Na frente doméstica, a dinâmica benigna da inflação do curto prazo e um forte superávit da balança comercial aumentaram a confiança do mercado de que a taxa Selic poderá encerrar 2024 em um dígito”, comentaram os analistas em relatório divulgado nesta sexta-feira, 1º.

Apesar da alta significativa de novembro, o BTG ainda vê espaço para a valorização das ações brasileiras, que estão sendo negociadas a 8 vezes o preço sobre o lucro (P/L). Nas mudanças visando um maior risco, BB Seguridade (BBSE3) deu lugar a Banco do Brasil (BBAS3), enquanto Petrobras (PETR4) entrou no lugar de Prio (PRIO3). Outras duas alterações foram Rumo (RAIL3) por Localiza (RENT3) e Totvs (TOTS3) por Embraer (EMBR3).

A situação fiscal do Brasil

No entanto, a situação fiscal do país continua como um ponto de atenção para os próximos meses. "Contudo, a frágil situação fiscal do Brasil continua sendo uma preocupação. Pelo menos as discussões sobre a alteração da meta fiscal para 2024 parecem ter sido adiadas para março de 2024."

No lado positivo, a aprovação da tributação de fundos exclusivos e offshores, que pode injetar uma receita extra de R$ 35 bilhões segundo as estimativas do BTG, foi vista de bom tom pelos agentes financeiros. Somado ao movimento, as chances cada vez mais altas de que a MP nº 1.185, que acaba com as reduções de imposto de renda associadas às isenções fiscais de ICMS, seja aprovada este ano, também pode dar fôlego à arrecadação.

“A situação fiscal é motivo de preocupação, mas há muita coisa precificada. Se o governo conseguir a aprovação da MP nº 1.185 antes do final do ano, os mercados ficarão satisfeitos e poderão reagir positivamente. No início do próximo ano, a mudança quase certa na meta fiscal para 2024 e na nova meta (maior/menor) provavelmente trará de volta alguma volatilidade”, destaca o relatório.

Banco do Brasil (BBAS3)

No setor financeiro, a troca de BB Seguridade por Banco do Brasil segue a tese de aumentar o risco, visto que a seguradora é mais defensiva do que o banco estatal. De acordo com os analistas, Banco do Brasil apresentou resultados operacionais surpreendentemente positivos, somado a uma governança intacta desde a posse do novo governo.

“Acreditamos que o recente desempenho abaixo dos pares privados das ações do BB abriu uma janela para os investidores adicionarem mais ações do banco estatal às suas carteiras. Em dezembro/janeiro, os investidores estavam preocupados com potenciais más práticas de crédito, influência política no banco e um corte de dividendos, para citar alguns”, destaca o relatório.

A ação subiu mais de 68% no acumulado do ano e, embora o BTG reconheça que não é uma “tese mais tão óbvia como era no início do ano”, ainda visualiza ela sendo negociada a um múltiplo atraente, com um valuation de 3,9 vezes o preço sobre o lucro (P/L) para 2024 e com um dividend yield de aproximadamente 10%, podendo ser mais se o payout aumentar de 40% para 50%. “Contudo, a nova ‘narrativa’ é que o BB já está no pico de lucros e sua exposição à Patagônia (banco argentino), à Previ e ao segmento agro (impactado pela contínua onda de calor/mudanças climáticas) são grandes riscos, completam.

Petrobras (PETR4)

No mês de novembro, Petrobras havia sido retirada da carteira, já que na visão dos analistas as incertezas políticas e as dúvidas sobre as alterações no Plano Estratégico da Petrobras abriam margens na tese da petroleira. Após publicado o plano, a petroleira retorna às recomendações de dezembro e segue como recomendação de compra.

“A empresa revelou na semana passada seu plano estratégico um tanto decepcionante, mas ainda assim esperado, incluindo investimentos de US$ 102 bilhões nos próximos 5 anos (contra US$ 78 bilhões antes), que também abrange potenciais fusões e aquisições. Entretanto, acreditamos que os principais aspectos da tese de investimento da companhia permanecem em vigor e que ela deverá gerar mais caixa do que o mercado estima, impulsionado pelo aumento da produção e pela redução dos investimentos”, comentam os analistas.

Sendo assim, o novo plano estratégico deixa espaço suficiente para que dividendos consideráveis continuem sendo pagos. Com base na atual política de remuneração (45% do fluxo de caixa menos Capex), os especialistas preveem um dividend yield de aproximadamente 14% em 2024, ou 19% considerando pagamentos extraordinários. A petroleira também negocia a 3,6 vezes o P/L para 2024.

Localiza (RENT3)

A troca de Rumo por Localiza baseia-se em resultados melhores do que o esperado no 3T23, com um sólido momento operacional que deve se estender até o 4T23. Para os analistas, Localiza é um nome de alta qualidade que oferece hoje uma relação de risco/retorno interessante. Isto porque a empresa de transporte deverá se beneficiar de uma normalização gradual do mercado automotivo e da redução da taxa de juros de longo prazo. Somado a isso, há um processo de renovação da frota da Localiza com melhores condições de compra. A empresa negocia a 16,4 vezes o P/L para 2024 e há espaço para expansão de múltiplos.

“No curto prazo, esperamos resultados positivos no quarto trimestre que deverão refletir uma sazonalidade mais favorável, uma demanda mais forte e yields resilientes, apesar da depreciação ainda elevada e do lucro pressionado pelas despesas financeiras. Olhando para o longo prazo, o amadurecimento de novas oportunidades de negócio, como assinatura de automóveis, também deverá ajudar a gerar valor para as ações. Os fundamentos de longo prazo da Localiza também estão praticamente intactos, com muitos segmentos de produtos apresentando baixas taxas de penetração”, escrevem os especialistas.

Embraer (EMBR3)

Também de olho nos resultados do terceiro trimestre de 2023, a Embraer é incluída na carteira para dezembro, substituindo Totvs. A empresa relatou um dos maiores backlogs de sua história, reforçando o ambiente positivo de demanda em todas as suas unidades de negócios.

Além disso, os analistas destacam que a Embraer anunciou recentemente um novo pedido de 25 aeronaves. O movimento reforma a posição comercial estratégica da família E2 e demonstra o compromisso contínuo em buscar novas campanhas comerciais em todo o mundo. A empresa negocia a 9x o valor de mercado sobre lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EV/Ebitda) para 2024.

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