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As ações da 3R Petroleum (RRRP3) foram as que mais caíram no Ibovespa durante o mês de novembro. Os papéis da petrolífera acumularam baixa de 7,58%. O principal índice da B3, por outro lado, subiu 12,54% nos últimos 30 dias.

RRRP3 cai mais de 7,5% em novembro 

Entre os fatores apontados para a baixa performance da 3R durante o mês de novembro está a divulgação dos resultados da companhia referentes ao terceiro trimestre do ano. Segundo Leonardo Piovesan, analista da Quantzed, a petrolífera  apresentou um resultado que, a princípio, pareceu ser positivo, mas foi a teleconferência que teria passado um tom menos positivo para os investidores. “As falas dos diretores não pegaram muito bem, com uma expectativa mais negativa do que o consenso tem em termos de produção e geração de caixa e resultados da companhia”, diz o especialista.

Ainda assim, a 3R Petroleum não foi a única empresa do setor a figurar entre as maiores quedas do Ibovespa em novembro. A PetroRecôncavo (RECV3) e a Prio (PRIO3) encerraram o mês com baixas de 4,53% e 3,71%, respectivamente. Mas, no caso delas, o que realmente pesou mais foi o mercado internacional de petróleo. 

Rafael Schmidt, sócio da One Investimentos, lembra que durante o último mês houve uma queda de quase 5% no preço do barril do Brent, que é a principal referência de preço global, devido à desaceleração econômica mundial. “Pensando em uma economia mais fraca daqui para frente, com essa desaceleração que vem arrefecendo dado após dado nos Estados Unidos, e principalmente agora, que estamos no momento terminal do ciclo de juros, conseguimos começar a ver o efeito dessas altas taxas sobre a economia”, aponta. 

Por que poucas ações da Bolsa caíram em novembro?

Mas para além da queda das petrolíferas, outro fato que chamou atenção no fechamento de novembro do Ibovespa é que foram apenas sete ações que caíram. As demais empresas listadas na bolsa brasileira encerraram o mês com ganhos. Para os especialistas ouvidos pela EXAME Invest, isso aconteceu porque o período foi favorável para os ativos de risco. 

Schmidt destaca que só no Brasil, mas no mundo todo, devido aos dados econômicos globais mais fracos, há o entendimento de que os juros não permanecerão altos por mais tempo. “Os bancos centrais têm que equilibrar esse aperto monetário, então pode ser que a gente comece a ver o corte de juros no primeiro semestre nos Estados Unidos, o que dá mais espaço para corte de juros aqui no Brasil também para o ano que vem. O mercado se animou por conta disso e precificou os ativos de forma positiva.”

As maiores quedas do Ibovespa do mês

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