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Com a chegada do Carnaval, época de festa em todo o Brasil, golpistas aproveitam a empolgação e distração dos foliões para aplicar golpes financeiros - e o que era para ser um momento de descontração se torna um prejuízo financeiro.

Para evitar cair em ciladas, a EXAME Invest consultou especialistas para explicarem quais são os golpes mais comuns desta época e como se proteger. Entre eles, está a clonagem de cartões, golpe da maquininha, troca de cartões e até ataques cibernéticos.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu uma nota em que alerta para dois cuidados básicos que o folião deve ter: proteger e guardar bem seu telefone celular e o cartão de débito e crédito.

Como é o golpe do cartão clonado?

Sabe quando você começa a receber várias notificações do aplicativo do seu banco, dizendo que tal compra foi aprovada, e outra e mais outra? Então, seu cartão pode ter sido clonado. Os criminosos se aproveitam dessa época de grande consumo nas ruas para fraudar os cartões.

Como explica Luiz M. Couto, executivo de tecnologia da Digio, a clonagem pode ocorrer com o uso de dispositivos instalados em caixas eletrônicos ou maquininhas fraudadas para copiar informações de cartões de crédito e débito. Para evitá-la, o chip pode ser uma alternativa.

“Uma estratégia também é utilizar cartões com chip, optando pelo pagamento por aproximação. No entanto, ainda assim, é preciso estar atento ao guardar o seu cartão e evitar que, em meio a folia, alguém se aproxime com uma maquininha, por exemplo, e efetue uma transação sem você perceber”, orienta.

Como evitar o golpe da maquininha?

O golpe da maquininha nada mais é do a situação em que um valor diferente daquele que foi acordado. Neste sentido, diversas táticas podem ser utilizadas, sendo uma delas a do visor quebrado. O golpista mostra o valor para a pessoa conferir, mas neste momento, o visor pode estar trincado, mais escuro ou ter alguma modificação que faça o consumidor não conseguir checar corretamente o valor.

Outra forma de aplicar este golpe é o vendedor colocar o valor correto, mostrar para o cliente e cancelar a compra sem que o consumidor perceba. Neste momento, ele coloca outro valor mais alto e pede para a pessoa digitar a senha novamente, falando coisas como “a primeira vez não deu certo, deve ter sido problema de conexão”. Como a pessoa já havia checado uma primeira vez, ela não se atenta em checar novamente.

“Nesta época, a pessoa, no meio da festa, precisa fazer uma compra de uma bebida ou comida e não está prestando tanta atenção. Com isso, o vendedor, se mal intencionado, pode apresentar um valor divergente do negociado em um QRCode de PIX ou na máquina de cartão, e com isso a pessoa faz um pagamento de valor maior do que o negociado”, explica Danilo Porto, sócio da QI Tech.

Para se proteger, os consumidores devem redobrar os cuidados com as transações, sempre checando o valor mais de uma vez. A Febraban também pontua: "O cliente não deve aceitar fazer pagamentos se o visor da maquininha estiver danificado."

Como é o golpe da troca de cartão?

Segundo a Febraban, além do golpe da maquininha, os golpistas disfarçados de vendedores podem aplicar um outro tipo de fraude: eles prestam atenção quando a pessoa digita a senha na maquininha e depois trocam o cartão por outro similar na hora de devolvê-lo. Com o cartão e a senha, fazem compras usando o dinheiro da vítima.

“O campo da senha deve mostrar apenas asteriscos. E é muito importante que a própria pessoa insira o cartão na maquininha, e confira se o cartão devolvido é realmente o seu”, alerta Adriano Volpini, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban.

Golpe da viagem falsa

Muitos brasileiros também costumam viajar para curtir o feriado prolongado. Neste momento, os criminosos se aproveitam da alta demanda por hotéis, passagens e festas e tentam aplicar golpes cibernéticos conhecidos como “phishing”.

Ele funciona da seguinte forma: golpistas entram em contato com a vítima por meio de SMS, e-mails ou mensagens no WhatsApp, oferecendo alguma promoção em relação à viagem ou festa e pedindo para confirmar algum dado ou fazer algum pagamento.

“Outra possibilidade é a divulgação de evento/festa/bloco, atrelada a um pré-pagamento/compra de ingresso. Isso pode ser alguém mal intencionado tentando obter recursos sendo que a festa pode não existir/não cobrar esse dinheiro”, pontua Porto.

À reportagem, os especialistas destacam para sempre desconfiar de ofertas muito atrativas e nunca, jamais, passar dados ou realizar um pré-pagamento antes de checar se a instituição (hotel, empresa de ônibus) é a oficial. A Febraban também alerta que bancos não entram em contato por telefone.

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