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Suzano (SUZB3): Com demanda aquecida, 4º tri deve ser positivo

Companhia aprovou novo programa de recompra de até 20 milhões de ações, entendendo que os papéis não refletem bom momento operacional

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Suzano: empresa anuncia terceiro programa de recompra de ações (SOPA Images/Getty Images)

Suzano: empresa anuncia terceiro programa de recompra de ações (SOPA Images/Getty Images)

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Raquel Brandão

Publicado em 28 de outubro de 2022 às, 12h33.

Última atualização em 28 de outubro de 2022 às, 15h33.

A Suzano (SUZB3) segue com previsões positivas para o quarto trimestre depois de reportar resultado forte no terceiro trimestre, em que reverteu prejuízo e registrou R$ 5,45 bilhões de lucro líquido. O olhar positivo da companhia, maior produtora de celulose no mundo, se deve aos estoques globais reduzidos e à manutenção de preços em patamares mais elevados.

"Estamos bastante otimistas nos próximos meses, conversando com clientes e mantendo preço até novembro. Os níveis de estoques estão baixos em todas as cadeias, com redução em 7% nos portos europeus e chineses", disse o diretor comercial de celulose, marketing e logística da Suzano, Leonardo Grimaldi, em teleconferência de resultados nesta sexta-feira, 28. Como tem pedidos de clientes da Ásia ainda por serem entregues, a companhia não tem feito novas ofertas no mercado à vista. 

No negócio de papéis, tanto para impressões, escrita ou cartões, a companhia tem visto uma demanda mais aquecida do mercado local e da América Latina, o que deve se manter no quarto trimestre e, até mesmo, acelerar, com a proximidade do período de preparação do setor educacional para a volta às aulas. "Não realizamos todos os aumentos, já implementamos alguns e continuaremos avaliando as condições para implementar novos aumentos", disse Fabio Almeida de Oliveira, diretor de Papel e Embalagens, aos analistas de mercado.

Embora a direção da companhia diga haver certo grau de incerteza na equação de oferta e demanda, a perspectiva ainda é de que a oferta fique mais limitada no curto prazo, dado que há diversas paradas de produção previstas globalmente, incluindo da própria Suzano, ainda no primeiro semestre de 2023.

Vacina contra volatilidade de preços

A companhia criou um método de se "vacinar" contra a volatilidade dos preços, cenário que pode ser mais evidente no ano que vem. "Entendemos que ao longo do tempo seria melhor para nossos clientes e nós mesmos ter uma política de menos volatilidade. Os preços hoje são voláteis. Cada cliente tem geralmente durante um ano um desconto fixo, o que reforça volatilidade. O que estamos fazendo é propor para os clientes uma biblioteca de alternativas em uma situação em que há piso e teto para os preços. Assim que estamos trabalhando para operar a política de preços da Suzano ao longo do tempo. O volume ainda é pequeno, mas crescente todos os anos", diss Walter Schalka, presidente da Suzano, em resposta a jornalistas na manhã de sexta-feira, 28.

Recompra de ações

A melhoria operacional da Suzano não está refletida nos papéis da companhia, segundo a direção. Por isso, a empresa aprovou mais uma recompra de 20 milhões de ações, num movimento que deve superar R$ 1 bilhão.

"Reconhecemos que há um valor que não foi totalmente refletido no preço da nossa ação", disse Schalka na reunião com os analistas de mercado. A empresa já investiu R$ 1,9 bilhão em outros programas de recompra recentes de 40 milhões de ações. No ano, a ação acumula desvalorização de mais de 8%.

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