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Roberto Simões vai deixar comando da Braskem (BRKM5) em 2023

O executivo será substituído no comando da Braskem por Roberto Bischoff, atual CEO da Ocyan

Braskem (BRKM5) (Luke Sharrett/Bloomberg)

Braskem (BRKM5) (Luke Sharrett/Bloomberg)

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Carlo Cauti

Publicado em 28 de novembro de 2022, 10h45.

A Braskem (BRKM5) informou nesta segunda-feira, 28, que Roberto Simões vai deixar o cargo de Diretor Presidente a partir do dia 1º de janeiro de 2023.

A gestão de Simões durou três anos, e o executivo será substituído no comando da Braskem por Roberto Bischoff.

Simões também deixará o cargo de membro do Conselho de Administração da gigante química.

Em fato relevante divulgado nesta segunda-feira, a Braskem salientou como o executivo "alcançou EBITDA recorde de R$ 30,3 bilhões em 2021, ampliou a importância da atuação da empresa em Economia Circular, desenvolvendo uma nova visão e estratégia de futuro para o negócio, e atingiu recordes históricos em imagem e reputação da empresa, em segurança de pessoas e processos, em conformidade, além de ter reforçado as práticas de governança, inovação & tecnologia e dos temas de diversidade, equidade e inclusão".

Roberto Bischoff, é formado em engenharia mecânica e, segundo a nota divulgada pela empresa, "é um profundo conhecedor do setor petroquímico, tendo atuado na Braskem de 1979 a 2019, em diversos programas de ação, entre eles como líder da Ipiranga Petroquímica na integração com as operações da Braskem, dos negócios de Polietileno e Vinílicos, da implementação do Projeto Etileno XXI, da JV com a Idesa no México, dos negócios da Companhia na América Latina e da área de Competitividade e Produtividade".

O executivo é atualmente Diretor Presidente da Ocyan, empresa do setor de Óleo & Gás controlada pela Novonor. Sua nomeação será submetida à aprovação do Conselho de Administração da Braskem.

Braskem (BRKM5) registra prejuízo no 3T22

A Braskem registrou um prejuízo líquido de R$ 1,1 bilhão no 3º trimestre de 2022, revertendo o lucro de R$ 3,537 bilhões obtidos no mesmo período de 2021. No acumulado do ano, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 1,4 bilhão.

Segundo a empresa, o prejuízo reportado no trimestre ocorreu em função, principalmente, do impacto do menor resultado operacional e da variação cambial no resultado financeiro dada a depreciação do real e do peso mexicano no final do período frente ao dólar

A receita líquida ficou em R$ 25,387 bilhões no terceiro trimestre do ano, representando estabilidade diante do trimestre anterior e recuo de 10% na comparação ao mesmo período de 2021.

O Ebitda recorrente da companhia foi de R$ 1,967 bilhão, caindo 74% em relação ao mesmo período do ano passado e 50% ante o segundo trimestre. Em dólar, o Ebitda recorrente foi de US$ 371 milhões, 54% inferior ao período de abril a junho.

Para a Braskem, esse resultado foi gerado, principalmente, pelo menor volume de exportações de resinas no segmento Brasil, menor volume de vendas de PP nos Estados Unidos e PE no segmento México; pelos menores spreads internacionais de PE, PP e PVC no Brasil, PP nos Estados Unidos e Europa, e PE no México; e pelo efeito contábil de realização dos estoques no montante líquido de US$ 77 milhões (R$ 400 milhões).