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Petróleo sobe em meio a risco de ataque iraniano a Israel

Ao longo da semana, o recuo do preço ocorreu diante da resiliência da inflação dos EUA

Petróleo: preço da commodity é afetado pelo possível ataque do Irã a Israel (Anton Petrus/Getty Images)

Petróleo: preço da commodity é afetado pelo possível ataque do Irã a Israel (Anton Petrus/Getty Images)

Estadão Conteúdo
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Agência de notícias

Publicado em 12 de abril de 2024 às 16h52.

O petróleo fechou em alta hoje e o Brent voltou aos US$ 90, em meio à iminência de um ataque iraniano contra Israel, que deixou a projeção de queda na demanda global pela Agência Internacional de Energia (AIE) em segundo plano. Porém, na semana, o preço recuou, diante da resiliência da inflação dos EUA, após dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano em março surpreenderem para cima.

O WTI para maio fechou em alta de 0,75% (US$ 0,64), a US$ 85,66 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho avançou 0,79% (US$ 0,71), a US$ 90,45 o barril, na Intercontinental Exchange. Na semana, o WTI caiu 1,44% e o Brent recuou 0,79%.

Ontem, após o fechamento dos mercados, uma reportagem do Wall Street Journal disse que Israel esperava um ataque do Irã a solo israelense dentro de 48 horas. Os EUA têm oferecido apoio para que israelenses se preparem e enviaram um oficial de alto escalão do Pentágono para auxiliar nas estratégias de guerra. Em meio às tensões, o governo americano colocou a chance de ataque em alerta máximo e se comprometeu a defender Israel, enquanto o Irã ameaçou os americanos caso tentem impedir a retaliação.

Em meio às expectativas por uma invasão iraniana, os preços do petróleo contornaram o relatório da AIE, que cortou sua previsão para a alta na demanda global por petróleo este ano e disse que o ritmo de consumo deve desacelerar mais em 2025. Louis Navellier, da gestora Navellier, diz que "obviamente, se os combates aumentarem, os preços do petróleo bruto vão subir".

"A procura mais forte do que o previsto, os cortes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a renovada incerteza geopolítica manterão os preços significativamente elevados, com algumas sugestões de que os três dígitos estão de volta à mesa", disse Helima Croft, estrategista da RBC Capital Markets.

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