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Petróleo sobe com dólar mais barato e temor com Rússia

O dólar mais barato ante outras moedas impulsiona o preço do petróleo, pois torna a commodity mais barata para os compradores estrangeiros


	Exploração de petróleo: na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para maio encerrou pregão em alta de US$ 0,56 (0,56%), a US$ 99,46 por barril
 (Getty Images)

Exploração de petróleo: na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para maio encerrou pregão em alta de US$ 0,56 (0,56%), a US$ 99,46 por barril (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 21 de março de 2014 às 17h56.

São Paulo - Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta sexta-feira, 21, em alta impulsionados pela queda do dólar ante outras moedas e pelo temor de que novas sanções do Ocidente à Rússia causem um recuo da oferta mundial da commodity.

O dólar mais barato ante outras moedas impulsiona o preço do petróleo, pois torna a commodity mais barata para os compradores estrangeiros. Às 17h23 (de Brasília), o dólar caía a 102,15 ienes e o euro subia a US$ 1,3794.

As tensões entre potências ocidentais e a Rússia impulsionou mais uma vez os preços do petróleo. A União Europeia anunciou hoje uma lista de mais 12 pessoas ligadas ao presidente Vladimir Putin que estão proibidas de viajar para o seu território e que tiveram os bens no bloco da moeda comum congelados.

O anúncio da UE ocorre um dia depois de os Estados Unidos também aumentarem a lista de autoridades russas com restrições. As sanções são uma retaliação ao apoio do governo de Vladimir Putin ao processo de anexação da península da Crimeia à Rússia.

A União Europeia e os Estados Unidos reforçaram, porém, que poderão aplicar sanções mais duras às autoridades russas caso o governo de Vladimir Putin busque anexar outras regiões da antiga União Soviética.

O temor entre os investidores é de sejam impostas restrições econômicas à Rússia, que é um dos maiores produtores mundiais de petróleo e alimenta a demanda energética da União Europeia.

"Certamente, as negociações de petróleo estavam focadas nas falas de Vladimir Putin, nas sanções das potências ocidentais e no desenrolar da crise na Crimeia", disse Jonathan Citrin, diretor executivo da CitrinGroup.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para maio encerrou o pregão em alta de US$ 0,56 (0,56%), a US$ 99,46 por barril.

Na semana, na comparação com o contrato de abril, que ainda era o mais negociado na sexta-feira passada, a commodity subiu 0,58%.

Na IntercontinentalExchange (ICE), em Londres, o petróleo para maio fechou em alta de US$ 0,47 (0,44%), a US$ 106,92 por barril. Porém, na semana, o contrato perdeu 1,95%. Com informações da Dow Jones Newswires.

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