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As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) figuram entre as maiores quedas do Ibovespa desta quarta-feira, 28. Os papéis, que já operavam em baixa, ampliaram as quedas depois que o seu presidente-executivo, Jean Paul Prates, disse que a estatal será “mais cautelosa” em relação à distribuição dos seus proventos. Diante da possibilidade do fim dos dividendos extraordinários, por volta das 16h15, as ações PETR3 e PETR4 caiam 5,6% e 5,86%, respectivamente — o que representa uma baixa de quase R$ 40 bilhões em valor de mercado.

As declarações do presidente da Petrobras foram dadas à Bloomberg News, no qual Prates destacou que a cautela com os dividendos deve-se à transição energética que a petrolífera busca alcançar. Segundo ele, quase a metade da receita da Petrobras deverá vir de fontes renováveis de energia nos próximos dez anos e por isso a companhia deve fazer aquisições a fim de sustentar essa mudança. “Os acionistas vão entender”, disse.

Entre os investimentos previstos, que devem auxiliar a Petrobras a avançar no caminho da energia limpa e renovável — que é uma bandeira defendida por Prates desde que assumiu o comando da estatal —, estão projetos eólicos, tanto on quanto offshore. Além disso, ele destacou que a companhia precisa estar mais preparada para investimentos em petroquímica e produção de fertilizantes.

Ações da Petrobras caem com ameaça aos dividendos

A declaração de Prates não agradou os investidores, que estão à espera do pagamento de dividendos extraordinários. “Historicamente, a Petrobras não possui um bom track record de aquisições de unidades ou empresas, vide Braskem/Refinaria de Pasadena”, diz Leandro Petrokas, diretor de research e sócio da Quantzed. Ele ainda lembra que a companhia, que busca uma mudança para a energia verde, está negociando com Mubadala sobre a refinaria de Mataripe.

A reação do mercado foi quase imediata, levando as ações para uma queda livre que chegou a se aproximar de 7%. Diante da baixa dos papéis, que ficaram na casa dos R$ 39,90, a Petrobras perdeu quase R$ 40 bilhões em valor de mercado. “A eventual mudança na política de dividendos apresenta um risco adicional ao case, que nos últimos anos foi um dos maiores pagadores de dividendos do mundo.”

Fim dos dividendos extraordinários?

É importante lembrar que o novo governo, ainda durante a campanha eleitoral, deixou claro que faria mudanças na estatal, sobretudo no que se refere aos dividendos extraordinários. Ainda assim, neste início do segundo ano do governo Lula-3, uma parcela significativa do mercado estava otimista com a estatal — e a sua remuneração aos acionistas.

Em relatório, os analistas do BTG Pactual (mesmo grupo controlador da EXAME) destacaram que a companhia ao longo de 2023 manteve a distribuição de dividendos conforme a sua política. “Acreditamos que o pragmatismo prevalecerá, permitindo que a Petrobras gere resultados sólidos e pague dividendos substanciais”, diziam os analistas. Nas projeções do banco, a distribuição total entre este ano e próximo poderia chegar a US$ 27,2 bilhões (ou R$ 133,75 bilhões).

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