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Mercado deveria levar Lojas Americanas mais a sério, diz BTG

Parceria entre Lojas Americanas e BradesCard pode elevar preço-alvo da varejista


	Lojas Americanas: acordo firmado com BradesCard pode trazer muitos ganhos à varjista
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Lojas Americanas: acordo firmado com BradesCard pode trazer muitos ganhos à varjista (.)

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Da Redação

Publicado em 27 de agosto de 2015 às 10h32.

São Paulo - Para o banco BTG Pactual, o mercado não está prestando a devida atenção na parceria firmada entre as Lojas Americanas e a BradesCard. O acordo, que prevê um cartão de crédito em conjunto, poderia elevar o preço alvo das ações da varejista em até 1 real, segundo o banco.

O programa permite que a Lojas Americanas atue distribuindo produtos como empréstimos e cartões pré-pagos do Bradesco. Anunciada em novembro de 2014, a parceria já está em teste em algumas lojas do Nordeste e Centro Oeste do país e em 2016 deve estar em 300 lojas de tamanho tradicional. 

Segundo o relatório do BTG, os ganhos das Lojas Americanas com o programa virão de três maneiras diferentes: através de uma taxa por cada cartão emitido, do dinheiro poupado com MDR (Merchant Discount Rate) – taxa cobrada dos estabelecimentos comerciais por cada operação de cartão realizada - e outras taxas derivadas de vendas de seguros, empréstimos pessoais, despesas dos clientes em outras lojas, vendas com juros em parcelas e etc.

“Se considerarmos que a Lojas Americanas vai emitir 4,5 milhões de cartões em 2018, o MDR de parte das receitas da empresa cairá de 2% para 1% e existe um potencial para coletar ainda mais taxas de outros produtos e serviços oferecidos. Com isso, nós poderíamos estar de olho em um extra de 1 real para o nosso preço alvo”, explicam os analistas Fabio Monteiro e Thiago Andrade.

O preço-alvo atual do BTG para os papéis preferenciais da Lojas Americanas é de R$ 20,50. Ontem, após a divulgação do relatório da BTG, as ações da Lojas Americanas subiram mais de 7,6% sendo cotados a R$ 16,24. 

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