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Nova composição evitou queda maior do Ibovespa

Isso porque na composição anterior ações de empresas como Eletrobras e Petrobras tinham peso maior que na atual


	Bovespa: as ações preferenciais da Petrobras têm hoje participação de 7,203% ante 8,119% da carteira anterior
 (Paulo Fridman/Bloomberg)

Bovespa: as ações preferenciais da Petrobras têm hoje participação de 7,203% ante 8,119% da carteira anterior (Paulo Fridman/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 28 de outubro de 2014 às 08h54.

São Paulo - A nova metodologia do Ibovespa, implantada a partir de maio, impediu que o índice tivesse perdas ainda maiores no primeiro pregão após o fim das eleições presidenciais. Isso porque na composição anterior ações de empresas como Eletrobras e Petrobras tinham peso maior que na atual.

Como os papéis de estatais, que formam o que o mercado batizou de "kit eleições", tiveram as perdas mais acentuadas do Ibovespa na segunda-feira, 27, o fato de terem uma exposição menor no indicador evitou que o índice baixasse mais.

"Como se tratava de um índice de negociabilidade, que era muito influenciado pela liquidez, em função dos eventos que ocorreram nesse ano, o peso de muitos ativos que oscilaram fortemente teria aumentado, impactando de forma mais significativa no índice", diz Elíseo Viciana, vice-presidente da espanhola Mapfre Investimentos.

As ações preferenciais da Petrobras têm hoje participação de 7,203% ante 8,119% na carteira teórica válida entre janeiro e abril deste ano.

Já a participação das ações ordinárias subiu de 3,96% para 4,654%. No caso dos papéis preferenciais da Eletrobras, o peso passou de 0,4% para 0,22%. Os ordinários de 0,297% para 0,149%.

Para se ter ideia do peso que esses papéis exerciam sobre o índice, em janeiro de 2003 Petrobrás PN respondia por 18,38% do Ibovespa e Petrobras ON detinha 7,8%. No caso da Eletrobras, as fatias eram de 1,38% e 2%, respectivamente.

Nas novas regras do Ibovespa, a forma de ponderação dos ativos mudou e passou a ser pelo valor de mercado dos papéis da empresa em circulação.

Além disso, foi inserido um limite de participação por empresa de até 20%, impedindo que uma única companhia, a exemplo da Petrobras no passado, tivesse peso tão relevante.

Após abrir em queda, o Ibovespa renovou a mínima atingindo desvalorização de 6,2%, aos 48.722,29 pontos. No entanto, ao longo do dia, o índice foi recuperando parte das perdas e fechou com desvalorização de 2,77%, aos 50.503.66 pontos.

A ação de maior peso no indicador atualmente é a preferencial do Itaú Unibanco com participação de 9,725%. É a primeira vez na história da bolsa brasileira que um banco assume tal posto.

Segundo Bruno Gonçalves, da Alpes Corretora, a nova metodologia teve efeito positivo no mercado, principalmente ao retirar do índice ações em situação especial como, por exemplo, grupos em recuperação judicial e dar peso a empresas mais sólidas como as do setor financeiro e de alimentos e bebidas, como Ambev e BRF.

Parada. Gonçalves descartou um possível "circuit breaker" (interrupção dos negócios em momentos de grandes oscilações) caso o Ibovespa estivesse na metodologia antiga no pregão de ontem.

A última vez em que ele foi acionado foi em 22 de outubro de 2008, no meio da crise internacional. Na ocasião o Ibovespa caiu 10,18% e fechou em 35.069 pontos.

"Não foi registrada uma magnitude de queda tão expressiva para que o circuit breaker ocorresse", avaliou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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