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Donas da Ozempic e Mounjaro dobram de tamanho em um ano e superam valor de todo o mercado brasileiro

Forte alta das ações coloca farmacêuticas entre as empresas mais valiosas do mundo; Novo Nordisk já é a maior da Europa e a Eli Lilly, a segunda maior dos EUA fora do setor de tecnologia

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Ozempic: Novordisk projeta crescimento de receita para este ano (Carsten Snejbjerg/Bloomberg via/Getty Images)

Ozempic: Novordisk projeta crescimento de receita para este ano (Carsten Snejbjerg/Bloomberg via/Getty Images)

Resistir às tentações do paladar e emagrecer nunca foi tão fácil. Essa é uma realidade ao menos se você tiver alguns milhares de reais para investir em tratamentos a base de remédios como Ozempic, da dinamarquesa Novo Nordisk, e Mounjaro, da americana Eli Lilly. Criados para o tratamento de diabetes, esses medicamentos têm mostrado eficácia no combate à obesidade, o que tem feito as vendas explodirem. 

O Ozempic foi lançado em 2017, mas sua popularização como alternativa a outros remédios de emagrecimento é recente. Em um ano, as vendas do Ozempic dispararam 60% no mundo para cerca de US$ 14 bilhões. O Mounjaro, lançado em 2022 como uma versão mais eficaz (e mais cara do Ozempic), se tornou em pouco tempo o medicamento mais vendido da Ei Lilly. Somente com o remédio, a companhia faturou US$ 2,2 bilhões no quarto trimestre, equivalente a quase 10 vezes o valor registrado no mesmo período de 2022.

Mas a febre pelos medicamentos que fazem emagrecer não ficou restrita às farmácias. No mercado financeiro, poucas ações se tornaram tão desejadas quanto as da Eli Lilly e Novo Nordisk. Em um ano, elas tiveram respectivas altas de 150% e 75%.

Com a alta das ações, a Eli Lilly se tornou a segunda empresa americana mais valiosa fora do setor de tecnologia, atrás apenas da Berkshire Hathaway, com US$ 737 bilhões de valor de mercado. A Eli Lilly, inclusive, superou a Tesla, avaliada em US$ 630 bilhões. Já a Novo Nordisk se tornou a maior empresa da Europa, com US$ 551,85 bilhões de valor de mercado. Juntas, ambas companhias já são maiores do que todo o mercado de ações brasileiro, avaliado em US$ 932,3 bilhões e composto por 377 companhias. 

Projeções de crescimento

Ainda que seja incerto definir qual tamanho essas empresas terão no futuro, ao que tudo indica, o pico ainda não foi atingido, ao menos do lado da venda. Para este ano, a Novo Nordisk espera aumentar suas vendas entre 18% e 27%, com o faturamento sendo puxado por produtos contra a obesidade, como o Ozempic. O crescimento poderia ser ainda maior, segundo a companhia, se não fossem restrições de abastecimento e escassez de medicamentos. “A Novo Nordisk está investindo em capacidade interna e externa para aumentar a oferta tanto no curto como no longo prazo”, informou. 

Na Eli Lilly, a perspectiva é de um aumento de receita perto de 20%, com faturamento encerrando 2024 perto de US$ 41 bilhões. O crescimento, de acordo com a empresa, deverá ser puxado por produtos como o Mounjaro. Assim como a Novo Nordisk, a oferta não tem conseguido atender à demanda e a empresa está correndo para aumentar a capacidade de produção. Mas, segundo a Eli Lilly, a demanda deverá continuar acima da oferta neste ano, o que deve manter os preços elevados. 

Ação ficou cara?

De acordo com analistas, no entanto, as ações de ambas as já estariam próximas do valor justo. Pelo preço-alvo médio de 24 analistas compilados pela Nasdaq, a Eli Lilly ainda teria um potencial de valorização de apenas 2%, e de 22% pela perspectiva mais otimista. Já a Novo Nordisk já estaria 6,5% acima do preço-alvo médio de 13 analistas e apenas 12% abaixo da projeção mais otimista do mercado. 

Com o potencial de valorização mais baixo que de outrora, investidores estão ávidos à procura de uma nova empresa que pode surgir como alternativa mais barata. O potencial desse mercado já chamou a atenção das gigantes Roche e AstraZeneca. Mas, nesse contexto, a também farmacêutica dinamarquesa Zealand Pharma tem ganhado destaque. 

Nesta segunda-feira, 26, os papéis da Zealand saltaram 30%, após ter demonstrado sucesso no tratamento de doenças hepáticas, também usada para testar a eficácia no tratamento contra a obesidade. A empresa, bem menor que suas concorrentes, vale cerca de US$ 4,3 bilhões. O tamanho, bem menor que o de seus concorrentes, pode significar um grande potencial de crescimento, mas também o risco de ser engolido nesse mercado cada vez mais dominado por gigantes.

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