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Ibovespa sobe quase 1% e retoma os 190 mil pontos

O movimento é de recomposição: sobem as ações da Vale, Petrobras e dos grandes bancos, que lideram a recuperação após as perdas nesta segunda, 23

Ibovespa volta a subir: ontem o índice perdeu força ao longo da tarde, com realização de lucros — especialmente em ações de bancos (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa volta a subir: ontem o índice perdeu força ao longo da tarde, com realização de lucros — especialmente em ações de bancos (Germano Lüders/Exame)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 10h40.

Última atualização em 24 de fevereiro de 2026 às 11h01.

O Ibovespa iniciou o pregão desta terça-feira, 24, em alta, em movimento de recuperação após a queda da véspera e acompanhando o desempenho misto dos futuros em Nova York. Às 10h30, o principal índice da B3 avançava 0,83%, aos 190.422 pontos.

O avanço ocorre depois de um pregão volátil na segunda-feira, 23. Ontem, o índice chegou a renovar a máxima histórica intradiária e superar os 191 mil pontos, impulsionado pelo fluxo estrangeiro e pela expectativa de queda de juros no Brasil, alcançando 191.003 pontos.

No entanto, perdeu força ao longo da tarde, com realização de lucros — especialmente em ações de bancos, que vinham acumulando ganhos — e encerrou em queda de 0,88%, aos 188.853 pontos. Apenas 18 papéis fecharam no campo positivo.

Nesta manhã, o movimento é de recomposição. Sobem as ações da Vale (VALE3), da Petrobras (PETR3 e PETR4) e dos grandes bancos, que lideram a recuperação após as perdas recentes.

No câmbio, o dólar comercial opera em alta de 0,23%, cotado a R$ 5,181, às 10h40.

Tarifas seguem no radare

O pano de fundo segue sendo o cenário externo. As tensões comerciais voltaram ao radar após os Estados Unidos implementarem, a partir desta terça, uma tarifa adicional temporária de 10% sobre produtos importados que não estejam contemplados por isenções.

A medida foi formalizada pela alfândega americana após anúncio do presidente Donald Trump depois de a Suprema Corte ter derrubado as chamadas tarifas “recíprocas”.

A nova alíquota substitui a promessa anterior de elevação para 15%, mas mantém o ambiente de incerteza. Importadores ainda avaliam a possibilidade de pedir reembolsos bilionários, enquanto parceiros comerciais aguardam definições sobre acordos já firmados. O cenário contribui para a cautela global.

Em Wall Street, os índices futuros operam sem direção única: o Dow Jones Futuro avançava 0,10%, o S&P 500 Futuro subiam 0,20%, enquanto o Nasdaq Futuro recuavam 0,10%, refletindo também preocupações com os impactos da inteligência artificial sobre empresas de tecnologia e software.

Além das tarifas, investidores monitoram dados da economia americana e discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária. Persistem ainda tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, que adicionam volatilidade aos mercados.

No Brasil, a agenda corporativa ganha destaque após o fechamento do mercado, com a divulgação dos resultados de C&A (CEAB3), GPA (PCAR3), Iguatemi (IGTI11) e ISA Energia (ISAE4).

No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda internacional e participa de reunião de trabalho em Abu Dhabi com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, após deixar Seul.

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